Peru tenta repatriar de Cayman dinheiro de Montesinos

A Justiça peruana está tentando a repatriação de cerca de US$ 12 milhões depositados nas Ilhas Cayman por testas-de-ferro do ex-assessor de inteligência Vladimiro Montesinos, afirmou o juiz Saúl Peña, encarregado do processo, em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal Expreso. O juiz confirmou ao diário o anúncio feito nesta quinta-feira pelo presidente da Corte Suprema, Mario Urello, no qual este indicava que "mais ou menos US$ 12 milhões vão ser repatriados pelo Pacific Industrial Bank" das Ilhas Cayman - consideradas o maior paraíso fiscal do mundo. Peña não indicou a data em que será feita a transferência para o Banco da Nação (Banco Central) do Peru, mas disse que o depósito será efetivado "tão logo sejam superados os trâmites bancários".Ele acrescentou que as contas se encontravam em nome de dois supostos colaboradores de Montesinos, Juan Valencia e Alberto Venero. Ainda nesta sexta-feira, o governo suíço anunciou ter congelado o equivalente a US$ 25 milhões vinculados ao ex-assessor de inteligência peruano. Folco Galli, porta-voz do ministério da Justiça suíço, disse que, deste dinheiro, cerca de US$ 15 milhões estavam em nome de um ex-congressista peruano e outros US$ 10 milhões em nome de um ex-comandante do Exército. Mas o porta-voz se recusou a revelar os nomes dos envolvidos. Os novos fundos congelados serão acrescentados aos US$ 80 milhões que a Suíça já havia bloqueado como parte das investigações sobre o caso do ex-assessor de inteligência peruano. Desta cifra, US$ 70 milhões estavam em nome do próprio Montesinos.

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