Teo BIZCA / AFP
Teo BIZCA / AFP

Peruanos aprovam fim da reeleição de deputados, aponta pesquisa

Boca de urna aponta que 85% dos eleitores apoiou medida enquanto que 87% aprovaram a reforma do órgão que nomeia juízes e 85% deu o 'sim' a regular o financiamento dos partidos políticos; restituição do sistema bicameral no Congresso foi rejeitada

O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2018 | 20h31

LIMA - Os peruanos votaram neste domingo, 9, maciçamente a favor de acabar com a reeleição dos legisladores, em um plebiscito sobre reformas constitucionais convocado pelo presidente Martín Vizcarra para combater a corrupção, apontou uma pesquisa de boca de urna.

Cerca de 85% dos peruanos apoiou o fim da reeleição de parlamentares e o mesmo porcentual se pronunciou contra a restituição do sistema bicameral no Congresso, como havia pedido Vizcarra a seus compatriotas, segundo a pesquisa da empresa Ipsos Peru divulgada no final da votação às 16 horas (19 horas de Brasília).

Os eleitores também votaram "sim" às outras duas propostas de Vizcarra: reformar o órgão que nomeia os juízes peruanos (87%) e regular o financiamento dos partidos políticos (85%), segundo a mesma sondagem.  

Os primeiros resultados oficiais devem ser divulgados às 20 horas (23 horas de Brasília). A consulta coincidiu com o segundo turno das eleições de governadores em 15 das 25 regiões do Peru.

Este ano, o país viveu várias turbulências políticas e escândalos, como a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski à presidência em março e o pedido de asilo do ex-presidente Alan García, rejeitado pelo Uruguai há seis dias.

Esta será a primeira vez que se reformará, por meio de um plebiscito, a Constituição em vigor desde 1993.

Um dos primeiros a votar, na cidade de Moquegua, foi o presidente Vizcarra. Ele lançou essas propostas em 28 de julho passado, em resposta a um escândalo de corrupção no Poder Judiciário, e que o Congresso dominado pela oposição aprovou a contragosto.

"Em todo país se vota pela democracia, se vota pelas reformas da Constituição que propusemos, e isso é democracia em sua essência mais clara", declarou o popular presidente, depois de votar.

Cerca de 50 mil militares e 20 mil  policiais foram mobilizados para garantir a ordem neste domingo. / AFP e EFE

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