Peruanos elegerão pela primeira vez parlamentares andinos

As eleições gerais de 9 de abril permitirão aos peruanos escolher, além do presidente e 120 congressistas, cinco representantes titulares e dez suplentes para o Parlamento Andino.A até hoje inédita eleição destes representantes, que antes eram designados pelo Congresso, deverá ser decidida pelos 16,9 milhões de peruanos habilitados para votar, embora as pesquisas indiquem que existe um grande desconhecimento sobre o tema.As listas de candidatos ao Parlamento Andino foram inscritas até 8 de fevereiro na sede do Júri Eleitoral Especial de Lima e passaram praticamente despercebidas entre as candidaturas apresentadas. As autoridades eleitorais assinalaram que a eleição dos parlamentares andinos será em Distrito Eleitoral Único, ou seja, por votação em nível nacional, similar à que escolhe o presidente.Uma vez cumprida a inscrição dos candidatos ao Parlamento Andino, os meios locais alertaram que mais de uma lista pode ser desclassificada por ter descumprido a "cota de gênero" estabelecida pela lei eleitoral peruana.De acordo com o regulamento de eleições, os partidos têm que credenciar pelo menos cinco mulheres em suas listas ao Parlamento Andino, dois no grupo de candidatos a representantes titulares e três no de suplentes.O Parlamento Andino, com sede em Bogotá, é formado por representantes da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, os países da Comunidade Andina. Criado em 11 de agosto de 1979, tem entre suas principais missões impulsionar o processo de integração regional, proteger os Direitos Humanos, a segurança regional, a observação eleitoral e lutar contra o narcotráfico.

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