Peruanos fazem greve de 24h contra o presidente Toledo

Milhares de trabalhadores peruanos iniciaram nesta quinta-feira uma greve nacional de 24 horas, bloqueando estradas, enquanto na capital Lima os manifestantes iniciavam marchas contra a política econômica do presidente Alejandro Toledo. O mandatário peruano pediu na quarta-feira à noite à população que não acatasse a convocação dos influentes Sindicato Unitário de Trabalhadores na Educação do Peru (Sutep), a Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP) e as Frentes Cívicas Regionais. Não foi atendido.Segundo o ministro do Interior, Gino Costa, a polícia desocupou as estradas que amanheceram bloqueadas com pedras em Araquipa, a segunda mais importante cidade do país, e Juliaca, ambas no sudeste. Costa advertiu que a lei será "exemplarmente aplicada contra os autores materiais e intelectuais" dos atos de violência e indicou que o governo está fazendo "o que pode dentro de suas possibilidades" para atender às reivindicações.Esta madrugada, o presidente da Frente Patriótica em Loreto, um departamento (estado) no extremo nordeste do país, Orlando Escudero, denunciou agressões contra dirigentes na sede do sindicato dos professores (Sutep) em Iquitos, capital do departamento - onde, disse, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo, ferindo 15 integrantes do sindicato.Em Arequipa, a cerca de 1.100 km ao sul de Lima, a Frente Ampla Cívica local iniciou hoje - com total adesão - uma greve de 48 horas contra a privatização das empresas de energia elétrica. Em Lima, uma mobilização nacional convocada pela CGTP inclui manifestações diante do Congresso e do Palácio do Governo.

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