REUTERS/Mariana Bazo
REUTERS/Mariana Bazo

Peruanos vão às urnas neste domingo para eleger novo presidente

A conservadora Keiko Fujimori e o liberal Pedro Pablo Kuczynski decidem o segundo turno da eleição presidencial

Luiz Raatz, Enviado Especial / Lima, O Estado de S. Paulo

05 Junho 2016 | 11h55

LIMA - Os colégios eleitorais no Peru abriram às 8h da manhã deste domingo, 5, para o segundo turno da eleição presidencial entre a conservadora Keiko Fujimori, filha de Alberto Fujimori - condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade -, e o liberal Pedro Pablo Kuczynski. Ambos tomaram um café da manhã com a imprensa em distintos distritos de Lima  e devem votar no início da tarde. 

"Esperemos que a democracia, a unidade e o diálogo saiam vencedores no dia de hoje", disse Kuczynski, acompanhado da mulher, Nancy Lange, no distrito de La Victoria. 

No total, 23 milhões de peruanos devem votar hoje. Pesquisas de opinião de voto feitas por institutos de pesquisas e divulgadas por agências internacionais indicam um crescimento de Kuczynski na reta final. Projeção do instituto Ipsos mostra o economista com 50,4% dos votos contra 49,6% de Keiko - uma situação de empate técnico.

Há uma semana  a vantagem de Keiko era de seis pontos porcentuais. Na quinta-feira, caiu para dois pontos."Nada é definitivo. Só é possível antecipar que esse empate virtual implica um resultado apertado", disse Alfredo Torres, diretor-executivo do Ipsos à France Presse.

Keiko tomou um café da manhã aberto a jornalistas junto das filhas e da mãe, Susana Higuchi, e alguns assessores. É um dia muito especial. Votem sem medo, pensando no país", disse. "É um dia de festa. O Peru deve sair vencedor.

Questionada sobre o pai, a candidata disse que o visitou na prisão apenas duas vezes nos últimos dois meses. Ela deve votar no distrito de La Molina à tarde.

O presidente Ollanta Humala votou pela manhã ao lado da mulher, Nadine Heredia, e saudou o fato de o país conseguir completar três períodos democráticos consecutivos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.