Pesquisa aponta divisão de poder em eleição na Bulgária

Os resultados preliminares das eleições parlamentares da Bulgária indicam que nenhum partido deve conquistar a maioria para formar um governo, alimentando temores de uma instabilidade política no país mais pobre da União Europeia. As eleições são marcadas por acusações de fraude e pela apatia dos eleitores.

Agência Estado

12 de maio de 2013 | 19h49

O partido de direita Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária ou Gerb obteve cerca de 30% dos votos, segundo pesquisa de boca-de-urna da Televisão Nacional Búlgara, rede pública. O partido de oposição mais relevante, o Partido Socialista, ficou com 25% dos votos.

As eleições para a Assembleia Nacional, parlamento de uma única câmara, foram antecipadas após o governo liderado pelo Gerb, do primeiro-ministro Boyko Borisov, ter renunciado em fevereiro, em meio a protestos nacionais contra a pobreza, elevadas contas de água e luz e escândalos de corrupção.

Mesmo que o partido de Borisov garanta o maior número de votos, não conseguirá assentos suficientes no Parlamento para governar sozinho, conforme mostram as pesquisas de boca-de-urna. O Movimento por Direitos e Liberdades, partido formado em sua maior parte por búlgaros de etnia turca, obteve cerca de 10% dos votos, enquanto o maior partido nacionalista, o Ataka, recebeu 8% dos votos. Nenhum dos demais partidos que participaram da disputa garantiu mais do que os 4% dos votos necessários para a obtenção de um assento no Parlamento.

De qualquer forma, espera-se que o Parlamento esteja menos fragmentado do que o imaginado anteriormente. Mas sem um aliado político claro, o partido de Borisov enfrentará dificuldade para formar um governo, embora tenha o maior número de votos. Os outros três partidos mais votados e com chance de chegar ao Parlamento disseram que não darão apoio ao ex-primeiro-ministro.

O país possui cerca 6,9 milhões de eleitores que votaram em candidatos de 36 partidos. Mesmo diante de preocupações de manipulação, o porta-voz da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (Osce), Thomas Rymer, disse que "a promotoria do Estado e outras instituições estão fazendo um bom trabalho". A Osce enviou mais de 200 observadores para monitorar a votação e deve informar nesta segunda-feira, 13, se as eleições transcorreram de modo justo.

Neste sábado, 11, promotores públicos do país descobriram quase 350 mil cédulas falsas de votação, horas antes do início da eleição parlamentar no país. "Mais de 350 mil cédulas que foram reimpressas em cima dos documentos originais e estavam prontas para serem distribuídas foram encontradas em uma gráfica na cidade de Kostinbrod", disse a promotoria pública de Sófia, a capital do país. As informações são da Dow Jones.

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