Ben Stansall / AFP
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Pesquisa aponta queda em vantagem de Johnson e deixa dúvida sobre resultado da eleição

Instituto YouGov diz que a disputa está mais acirrada ao reduzir sua previsão sobre uma maioria provável do premiê de 68 para 28 cadeiras no Parlamento

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2019 | 10h55

LONDRES - Um grande instituto de pesquisa reduziu sua previsão a respeito da maioria a ser conquistada pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na eleição de quinta-feira, dizendo que a disputa ficou mais acirrada e que ele não pode mais contar com uma vitória garantida.

O YouGov - que previu com exatidão o resultado da última eleição graças a uma pesquisa elaborada que estima o desfecho de zonas eleitorais específicas - reduziu sua previsão sobre uma maioria provável de Johnson de 68 para 28 cadeiras no Parlamento.

Os resultados possíveis ainda variam de uma vitória arrasadora para os conservadores de Johnson a um Parlamento sem maioria e sem um partido no controle.

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O modelo do YouGov indicou que os conservadores estão a caminho de conquistar 339 das 650 cadeiras da Câmara dos Comuns (43% dos votos), e os trabalhistas, 231 assentos, (34% dos votos).

A caminho do melhor resultado desde 1987?

Esse seria o melhor desempenho dos conservadores em termos de assentos desde a vitória de Margaret Thatcher em 1987, mas o YouGov aponta que a quantidade de vagas dos governistas pode variar entre 311 e 367.

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“Não poderia ser mais apertado”, disse Johnson, o garoto-propaganda da campanha pela separação britânica no plebiscito de 2016, nesta quarta-feira, 11, ao ser questionado sobre a disputa acirrada vista nas pesquisas de opinião.

“Estou dizendo a todos que é muito real o risco de estarmos rumando para mais um Parlamento sem maioria amanhã, isso é mais vacilação, mais hesitação, mais atraso, mas paralisia para este país.”

Johnson convocou a eleição antecipada para romper com o que chamou de paralisia do sistema político britânico após mais de três anos de crise sobre como, quando e até se a nação deve deixar a UE. / REUTERS

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