Pesquisa aponta vantagem de direitista no Equador

A última sondagem, realizada pela Goldman Sachs, mostrava o candidato conservador Álvaro Noboa na liderança das intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial de domingo no Equador. Noboa estava com 40% e o esquerdista Rafael Correia aparecia com 37%. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais. Rafael Correa, discursou na quinta-feira em dois grandes comícios no encerramento de sua campanha, em Quito e Portoviejo, e voltou a afirmar que suspeita de uma possível fraude nas eleições. O candidato esquerdista atacou o multimilionário Álvaro Noboa e disse que os partidos tradicionais, que chama de "máfias", podem cometer uma fraude, já que controlam o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE). Esses grupos e "os canais de televisão vinculados aos banqueiros corruptos vão tentar uma fraude eleitoral" no domingo, disse o esquerdista, pedindo à população que fiscalize o processo eleitoral. Correa já denunciou uma suposta fraude no primeiro turno, em 15 de outubro, quando ficou em segundo lugar, atrás de Noboa. "Temos que garantir a vitória popular. Cada um de nós deve proteger a vitória da esquerda", afirmou. Nas eleições de domingo, acrescentou, "o que está em jogo é ser uma fazenda mais do homem mais rico do país, ou ter uma pátria altiva e soberana". "Diabo comunista" Já o candidato da direita à Presidência do Equador, Alvaro Noboa, disse na quinta-feira que uma vitória de Rafael Correa levará o Equador a uma "guerra civil". Correa "está cercado de figuras que vão matar a empresa privada e estatizar tudo, para transformar nosso país em mais uma Cuba. Todos são de extrema esquerda", advertiu Noboa ao encerrar sua campanha, em Guayaquil. Chamando Correa de "diabo comunista", Noboa afirmou que seu adversário, caso vença, jogará o país em uma guerra civil, "com sua insistência em convocar uma Assembléia Constituinte, ignorando o Congresso". "Haverá uma guerra civil e terminará com a derrubada" do presidente, disse o líder do Partido Renovador Institucional Ação Nacional (Prian). Noboa voltou a pedir aos eleitores indecisos para que votem pela estabilidade e o "fim dos golpes de Estado".

Agencia Estado,

24 Novembro 2006 | 01h50

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