Joshua Roberts/Getty Images/AFP
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Pesquisa coloca Biden à frente em Estados que deram vitória a Trump em 2016

Em alguns territórios, Joe Biden chega a marcar dois dígitos de vantagem, como Michigan (11 pontos porcentuais a mais que Trump), Pensilvânia (10 pontos) e Wisconsin (11 pontos); democrata faz campanha na Pensilvânia

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 19h44

WASHINGTON - O presidente Donald Trump perdeu terreno nos seis Estados-chave que deram a ele a vitória no Colégio Eleitoral em 2016, de acordo com novos números da pesquisa New York Times/Siena College divulgados nesta quinta-feira, 25, pelo New York Times. Em alguns territórios, Joe Biden chega a marcar dois dígitos de vantagem, como Michigan (11 pontos porcentuais a mais que Trump), Pensilvânia (10 pontos) e Wisconsin (11 pontos).

Há quatro anos, a força de Trump nesses Estados-chave – de maioria branca – permitiu que ele vencesse o Colégio Eleitoral, enquanto perdia no voto popular. Agora, a vantagem do presidente entre os eleitores brancos quase desapareceu, em um cenário que hoje inviabilizaria sua reeleição. 

Já Biden aparece na sondagem com uma diferença de 21 pontos entre os eleitores brancos com diploma. Em uma pesquisa New York Times/Siena em todo o país divulgada na quarta-feira, Biden lidera a corrida com 14 pontos porcentuais (50% a 36%).

Conforme os dados divulgados hoje, o ex-vice-presidente seria eleito presidente com pelo menos 333 votos do Colégio Eleitoral, muito mais do que os 270 necessários, caso ele vencesse todos os seis Estados-chave e mantivesse os resultados obtidos por Hillary Clinton há quatro anos. 

A maioria das combinações de três dos seis Estados-chave – que também incluem Flórida (com Biden 6 pontos à frente de Trump), Arizona (7 pontos de vantagem) e Carolina do Norte (9 pontos de diferença) – já seria suficiente para dar a vitória ao democrata.

Apesar do resultado ruim, especialistas alertam que o republicano pode recuperar terreno, como fez há quatro anos. 

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Após semanas confinado em sua casa em Delaware por causa da pandemia, Biden começa a sair gradualmente e hoje visitou justamente um desses Estados cruciais na corrida, a Pensilvânia. Ele se encontrou com eleitores e fez um breve discurso em Lancaster, no qual condenou o presidente por ter pedido para que os testes de coronavírus no país fossem desacelerados. "Ele admitiu ter dito isso às pessoas", afirmou Biden, comparando o presidente a uma "criança chorona"  

Em seu discurso, Biden quis chamar a atenção para sua proposta de expandir a cobertura da Lei de Cuidados Acessíveis, o chamado Obamacare

Biden alertou que as companhias de seguros, se liberadas da obrigação federal para cobrir condições preexistentes, poderiam negar cobertura às pessoas diagnosticadas pelo coronavírus. Ele considerou cruéis os esforços legais do governo Trump para derrubar a lei de 2010.

"Se Donald Trump conseguir, as complicações do covid-19 podem se tornar uma nova condição preexistente", disse. 

A administração Trump luta há anos para revogar o Obamacare, uma conquista legislativa assinada do presidente Barack Obama, do qual Biden foi vice. Em maio, o governo Trump argumentou com um tribunal federal de apelações que toda a lei era inconstitucional e deveria ser derrubada. /NYT e REUTERS 

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