Pesquisa diz que premier perderia cadeira no Parlamento

Na Austrália, onde o voto é obrigatório, a participação fica próxima aos 100%

EFE,

04 de novembro de 2007 | 02h50

O primeiro-ministro australiano, John Howard, pode perder sua cadeira no Parlamento e, com isso, a possibilidade de renovar seu mandato nas eleições de 24 de novembro, segundo uma nova pesquisa de opinião publicada neste sábado, 3, pelo jornal "The Sunday Telegraph". A pesquisa, realizada pelo instituto Galaxy Poll no eleitorado de Bennelong, em Sydney, revela uma desvantagem de Howard frente a sua rival, Maxine McKew, candidata trabalhista e antiga apresentadora de televisão. Os trabalhistas receberiam em Bennelong 47% dos votos, e os liberais, no Governo, 46%, enquanto o Partido Verde, cujo candidato se comprometeu a dar preferência ao Partido Trabalhista, ficaria com 4%, sendo os 3% restantes de candidatos independentes. Em conseqüência, após a distribuição dos votos, McKew receberia 52% de apoio, enquanto Howard teria 48%. Se os trabalhistas vencerem em Bennelong, a governamental Coalizão Liberal não poderá escolher Howard como primeiro-ministro, mesmo conquistando um triunfo nacional. Com isso, a Coalizão teria de optar por Peter Costello, seu sucessor oficial, se este obtivesse a maioria em sua zona eleitoral. Em cada uma das 150 circunscrições eleitorais que compõem o mapa eleitoral australiano vence o partido que mais votos receber (diretamente dos eleitores ou indiretamente com a repartição de preferências), e a legenda mais votada é a que representa a circunscrição no Parlamento do país. O partido que alcançar uma maior representação no Parlamento é o que forma o novo Governo. A última pesquisa nacional, publicada no sábado pelo "Sydney Morning Herald", reitera a tendência que vem sendo registrada desde dezembro de 2006, quando Kevin Rudd foi eleito novo líder trabalhista. Assim, o Partido Trabalhista continua sendo o preferido, com 48% dos votos primários, enquanto a Coalizão Liberal receberia um apoio de 41%. Os 11% restantes seriam das diversas legendas minoritárias. Após a repartição de preferências, os votos recebidos pelos partidos minoritários são distribuídos entre os dois majoritários, o que daria ao Partido Trabalhista 55% de apoio, enquanto 45% dos votos ficariam com a Coalizão Liberal. Na Austrália, onde o voto é obrigatório, a participação fica próxima aos 100%.

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