Pesquisa eleitoral desperta polêmica no Peru

A campanha eleitoral peruana subiu de tom nesta sexta-feira em razão da difusão de uma pesquisa privada que indica uma suposta clara vantagem de Alejandro Toledo na corrida presidencial e que foi colocada em dúvida pelo seu concorrente, Alan García. Segundo a prévia divulgada nesta quinta-feira pela firma Datum, Toledo mantém 56% das preferências eleitorais contra 44% de García. O ex-mandatário disse a jornalistas que a Datum apresenta um histórico pouco confiável e que suas pesquisas têm margem de erro de 7%. Além disso, disse García, "antes, já me haviam descartado do segundo turno, e aqui estou". Toledo, em contrapartida, indicou aos jornalistas que se sentia "reconfortado" com os resultados da sondagem e convidou García a "seguir um cursinho intensivo de números". "Não há nenhuma empresa de pesquisa que trabalhe com margem de erro de 7%, não importa o tamanho da amostra", disse o candidato do partido Peru Possível. A Datum realizou a pesquisa no início desta semana em várias regiões do país, com um universo de 1.500 pessoas e com uma margem declarada de erro de mais ou menos 2,6%. Em tom irônico, Toledo acrescentou que "Alan está muito descansado porque teve dez anos de férias em Paris enquanto eu estava aqui, trabalhando pela democracia". Toledo reconheceu a boa oratória de García, mas esclareceu que "o Peru não votará num orador e, sim, num chefe de Estado que resolva seus problemas". As declarações de Toledo foram refutadas minutos depois durante uma nova conversa de García com os jornalistas, aos quais ele disse que parecia "um pouco apressado, prematuro e até ocioso pronunciamentos sobre resultados que se sabe não serem os mais exatos". Pela contagem oficial de votos do primeiro turno, Toledo recebeu 36,56% dos votos contra 26,01% de García. A data do segundo turno ainda não foi confirmada.

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