AP Photo/Matt Dunham
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Pesquisa indica que May não terá maioria no Parlamento

Se isso acontecer, o Partido Conservador, de May, passará dos atuais 330 deputados para 311, ficando a 15 de garantir a maioria absoluta no Parlamento, o que seria uma catástrofe para a premiê

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2017 | 17h28

ROMA - O que antes parecia uma vitória certa está se tornando uma grande dor de cabeça para a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. Uma pesquisa do instituto YouGov divulgada nesta quarta-feira, 31, mostrou que o Partido Conservador, liderado pela premiê, pode perder quase 20 cadeiras na Câmara dos Comuns nas eleições gerais de 8 de junho.     

Se isso acontecer, a legenda passará dos atuais 330 deputados para 311, ficando a 15 de garantir a maioria absoluta no Parlamento, o que seria uma catástrofe para May. Já o Partido Trabalhista pode ganhar 26 assentos, passando de 229 para 255 deputados.       

A sondagem foi divulgada pelo jornal The Times, que, no entanto, pediu para o público ter "prudência" ao analisar os resultados, já que as margens de erro são bastante elevadas. "O que importa é a votação de 8 de junho, quando os eleitores poderão escolher quem desejam como líder", rebateu a primeira-ministra, entrevistada pela emissora Sky News.       

Segundo o YouGov, os conservadores têm 41% das intenções de voto, enquanto os trabalhistas têm 38%. Mas o voto legislativo no Reino Unido é distrital e majoritário, ou seja, a popularidade de cada partido pode não se refletir necessariamente em representatividade no Parlamento.       

Em 2015, por exemplo, o Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip), de extrema direita, recebeu 12% dos votos, mas elegeu apenas um deputado. As eleições de 8 de junho foram convocadas pela própria May, que tenta alcançar uma vitória contundente para ganhar força nas negociações sobre o rompimento com a União Europeia. 

Por isso, caso não obtenha a maioria absoluta no Parlamento, a primeira-ministra pode se ver enfraquecida para tratar os termos do chamado Brexit. / Ansa

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