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EFE/EPA/ANDREA FASANI
EFE/EPA/ANDREA FASANI

Pesquisa internacional mostra apoio ao isolamento contra covid-19

Levantamento ouviu 10,9 mil pessoas em nove países, oito da Europa e Estados Unidos; só 12% temem os efeitos da quarentena para a economia dos países

Redação, São Paulo

03 de abril de 2020 | 19h08

Uma pesquisa publicada por sete jornais europeus e feita em nove países mostra o apoio da população da União Europeia e dos Estados Unidos às medidas de isolamento social para combater o coronavírus. Encomendada ao Instituto YouGov, a pesquisa constata ainda que, em reação à rápida difusão do vírus pelo mundo, 43% dos entrevistados defendem a redução dos processos de globalização - viagens e comércio internacionais .

O instituto ouviu 10.963 pessoas entre 24 e 30 de março. Entre os jornais que publicaram a pesquisa estão o italiano La Repubblica, o francês Le Figaro, o alemão Die Welt  e o espanhol El País. Ao todo, 51% dos europeus compartilham a ideia de que medidas mais fortes e restritivas devem ser tomadas pelos governos no enfrentamento da crise, um porcentual que chega ao 69% na França e 67% na Espanha. Mesmo nos Estados Unidos é alto o total de pessoas que espera um aumento da ação do Estado (43%). 


Apenas 6% dos entrevistados pensam o contrário, que o Estado deve se fazer menos presente nesse momento, impondo menos medidas restritivas à população. Com 12% a Polônia e com 11% os Estados Unidos lideram os que consideram que ação dos governos atrapalhou a vida das pessoas. Outro dado importante do levantamento é que 34% concordam com as medidas já tomadas, o que implica casos de confinamento ou de isolamento social de populações inteiras.


O YouGov também questionou as entrevistados sobre o que eles mais temem atualmente. E 51% também disseram que é a morte de familiares, amigos ou conhecidos. Na França, esse índice chegou a 71% e na Espanha, 67%. O mais baixo índice aqui foi registrado na Alemanha, com 34%. A doença e sua difícil cura é temida por 49% dos entrevistados - liderança mais uma vez da França (54%).


Ou seja, morrer ou adoecer preocupam mais as pessoas do que a crise econômicas global (41 %) e crise econômica nacional (38%). No caso dos Estados, 37% se preocupam com a crise no mundo e 39% com os efeitos da covid-19 na produção de seu país. Os povos mais preocupados com a economia internacional são os poloneses (54%) e com a nacional os italianos (51%).


Uma medida específica tomada pelos governos - inclusive no Brasil - foi avaliada: o isolamento ou a quarentena. Neste caso, apenas 12% da população teme os efeitos da medida, sendo que os maiores índices foram observados na Alemanha (21%) e na Itália (15%). Nos Estados Unidos, esse número cai para 9% e, na Polônia, para 5%, o menor registrado.


Por fim, a pesquisa questionou se a globalização deveria ser reduzida. Ao todo, 43% responderam que sim e somente 15% afirmaram haver, ao contrário, necessidade de mais globalização. Os europeus responderam ainda que a covid-19 deve fazer com que os Estados da União Europeia cooperem mais. Para 20%, eles devem voltar-se para si mesmo.


 

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