Pesquisa mostra Kirchner com pequena vantagem

Nem o uso intenso da máquina clientelista do governo, a candidatura de atrizes de telenovelas e o respaldo dos caciques políticos dos municípios da Grande Buenos Aires conseguiram propiciar ao ex-presidente Néstor Kirchner uma vantagem de peso na largada da campanha política para as eleições parlamentares argentinas do dia 28 de junho. Segundo pesquisas divulgadas hoje, Kirchner, a cabeça da lista dos deputados governistas da província de Buenos Aires - principal campo de batalha desta campanha -, teria apenas uma pequena vantagem sobre o segundo colocado, de aproximadamente 3 pontos porcentuais.

ARIEL PALACIOS, Agencia Estado

17 de maio de 2009 | 18h15

A pesquisa da consultoria Management & Fit indica que Kirchner, candidato do Partido Justicialista (Peronista), teria 32,6% das intenções de voto. Ele é a principal cartada do governo de sua esposa, a presidente Cristina Kirchner, para vencer as eleições no território bonaerense, que concentra 38% do eleitorado total do país. Seu principal rival, o empresário Francisco de Narváez, candidato do Peronismo dissidente em aliança com a coalizão de centro-direita Proposta Republicana (PRO), contaria com 29,7%. Esta aliança é respaldada pelo ex-presidente Eduardo Duhalde e o prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri.

A terceira força política, composta pela aliança da União Cívica Radical (UCR) - liderada por Ricardo Alfonsín (filho do recentemente falecido ex-presidente Raúl Alfonsín) - a centro-esquerdista Coalizão Cívica e o Partido Socialista, possui 13,5%. Outros partidos têm 10,4%. Os indecisos somam 13,7%.

Nas últimas semanas o governo distribuiu subsídios, eletrodomésticos e alimentos nas áreas mais pobres da província, além de aumentar salários do funcionalismo em todo o país. Mas, do total de pesquisados, 61,5% acreditam que o governo perderá a frágil maioria parlamentar que possui atualmente.

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