Sean Rayford/Getty Images/AFP
Sean Rayford/Getty Images/AFP

57% dos americanos rejeitam proibir entrada de muçulmanos nos EUA, diz pesquisa

Cerca de 25% da população apoia o projeto e 18% não tem uma opinião a respeito. Dados obtidos mostram que republicanos estão divididos sobre o assunto; entre democratas, 75% são contra a proibição

O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2015 | 16h00

NOVA YORK - Uma pesquisa divulgada na quinta-feira nos EUA indica que 57% dos americanos rejeitam a proposta do pré-candidato republicano à presidência Donald Trump de proibir a entrada de muçulmanos no país.

Realizada pela emissora NBC e o jornal The Wall Street Journal, a enquete mostra ainda que 25% dos americanos apoiam a proposta, e o restante, 18%, não têm uma opinião sobre ela.

Na segunda-feira, Trump, que lidera as pesquisas de opinião entre os candidatos republicanos para o pleito de 2016, propôs proibir temporariamente a entrada de muçulmanos estrangeiros aos EUA até que as autoridades busquem outras soluções para os recentes ataques terroristas.

A proposta foi feita em razão do massacre na cidade californiana de San Bernardino, que deixou 14 mortos e 20 feridos, e dos recentes atentados terroristas em Paris.

De acordo com os dados da pesquisa, os republicanos estão divididos sobre a proposta de Trump: 42% apoiam sua ideia, 36% se opõem e 22% estão indecisos. Entre os democratas, no entanto, as diferenças são maiores: 75% se opõem, 11% apoiam a ideia de Trump e 14% não têm opinião sobre ela.

A pesquisa indica também que 59% dos americanos têm uma opinião favorável aos muçulmanos, e 29% os enxerga de forma negativa. Entre os republicanos, no entanto, 48% não são favoráveis aos muçulmanos, enquanto 43% são.

A enquete também aponta que 41% dos consultados acreditam que os pronunciamentos da campanha eleitoral de Trump são insultantes com frequência e têm um enfoque incorreto. Entre os republicanos, apenas 16% veem o tom do magnata como ofensivo.

A pesquisa foi realizada com 1.000 adultos entre os dias 6 e 9 de dezembro, cerca de 400 deles por telefone celular, embora os dados divulgados pela NBC não detalhem qual foi o método dos demais. Várias perguntas foram feitas, mas as referentes à proposta de Trump foram direcionadas a 495 pessoas entre 8 e 9 de dezembro. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Estados UnidosDonald Trumpeleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.