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Pesquisa oficial indica que Rajoy seria reeleito primeiro-ministro da Espanha

Se votação fosse realizada hoje, socialistas do opositor PSOE melhorariam seus resultados em relação ao pleito de junho

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2016 | 16h31

MADRI - O atual primeiro-ministro interino da Espanha, Mariano Rajoy, do Partido Popular (centro direita), seria reeleito para o cargo se a votação fosse realizada hoje, enquanto os socialistas do PSOE - principal partido da oposição - melhorariam seus resultados em relação ao pleito de junho, segundo uma pesquisa oficial divulgada nesta segunda-feira, 8.

A pesquisa também revelou que os partidos emergentes Ciudadanos (liberais) e Podemos (esquerda), responsáveis pelo fim do bipartidarismo espanhol há sete meses, obteriam resultados piores.

O Centro de Investigações Sociológicas (CIS), órgão público responsável por realizar as pesquisas de intenção de voto, fez essa consulta no início de julho, poucos dias depois das eleições de 26 de junho.

Nesta última votação, todos os partidos sofreram retrocessos, com exceção do PP, que aumentou suas cadeiras no Parlamento de 123 para 137, número ainda insuficiente para formar a maioria exigida para governar, que é de 176.

Se as eleições fossem hoje, o PP venceria novamente, com 32,3% dos votos (0,5 décimos a menos que nas eleições de junho), e o PSOE obteria meio ponto a mais, chegando a 23,1%. O Podemos alcançaria 19,6% (21,1% em junho) e o Ciudadanos, 12% (13,05% em junho).

A divulgação desta pesquisa acontece enquanto Rajoy tenta obter apoio para formar o Executivo, o que lhe é negado pela maioria dos partidos. Enquanto os socialistas se recusam a facilitar sua posse com a abstenção ou a formação de um governo de grande coalizão, os liberais só lhe garantem a abstenção na segunda rodada de votações.

Rajoy e o líder liberal Albert Rivera, que irão se reunir na quarta-feira no Congresso, estabeleceram na semana passada a abertura de um "canal de comunicação permanente" visando uma possível parceria para a formação do governo. O objetivo de ambos os partidos é aprofundar a pressão sobre os socialistas, pedindo que se abstenham e permitam o início da legislatura.

Uma dirigente do alto escalão do PSOE, Meritxell Batet, pediu respeito à posição de seu partido de votar contra a posse de Rajoy e solicitou ao PP que busque aliados entre as forças nacionalistas conservadoras da Câmara.

Batet também pediu ao chefe do Executivo que determine uma data de posse o mais rápido possível e advertiu que se chegar setembro e ainda não estiver fixada, o PSOE "tomará as atitudes pertinentes".

Rajoy e dirigentes conservadores recusaram fixar uma data em várias ocasiões e a condicionam a obtenção de apoio necessário, o que aumenta a incerteza sobre a situação política e a possibilidade de uma nova repetição eleitoral, a terceira em menos de um ano.

A preocupação dos espanhóis pela falta de governo aumentou em quase dois pontos no último mês e se consolida como um dos principais problemas apontados pelos cidadãos do país, depois do desemprego e da corrupção, de acordo com dados oficiais. / EFE

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