Pesquisador descobre outro rosto no Santo Sudário

Um estudo publicado pelo Instituto de Física de Londres aumentou o mistério em torno do lendário tecido de linho que teria envolto o corpo de Jesus Cristo após a sua crucificação. Através de um novo estudo, um pesquisador disse ter descoberto a sombra de uma segunda imagem da face de um homem na parte de trás do lençol. Essa não é a primeira vez que o Santo Sudário é alvo de pesquisas científicas, já que a autenticidade do manto foi questionada em algumas ocasiões. A parte de trás do lençol - alvo das novas pesquisas - raramente foi vista, pois estava envolta em um pedaço de pano costurado por freiras no ano de 1534, depois de ser danificada pela ação do fogo. Giulio Fanti, professor da Universidade de Pádua, na Itália, decidiu investigar mais o assunto, pois acredita ter visto uma "imagem fraca" em fotografias de seu projeto pessoal. O acadêmico afirmou à rede BBC Brasil que "embora a imagem esteja bem apagada, características como nariz, olhos, barba e bigode estão claramente visíveis." Fanti observou ainda que a nova imagem apresenta algumas diferenças em relação ao rosto mundialmente conhecido. Para o professor, "o nariz na parte de trás mostra ambas as narinas, ao contrário da parte da frente, em que a narina direita é menos evidente". Falando sobre uma possível falsificação, Fanti rejeitou as teorias de que a imagem recém descoberta não seja verdadeira por apresentar tinta vazando da frente do tecido para a parte de trás. "Este não é o caso em relação ao manto. Nos dois lados a imagem do rosto é superficial, evolvendo apenas as fibras mais externas de linho", explicou o professor, que ainda afirmou ser "extremamente difícil fazer uma falsificação com essas características". O Santo Sudário é cercado de mistério desde a primeira vez em que foi fotografado, há mais de 100 anos. Testes para verificar sua idade, realizados através do isótopo de carbono 14, feitos em 1979 e em 1998, sugeriram que o manto era falso. Em 1988, cientistas concluíram que o tecido havia sido produzido entre os anos de 1260 e 1390, não se tratando, portanto, do manto que envolveu o corpo de Jesus Cristo. O Cardeal de Turim, Anastasio Alberto Ballestrero acabou admitindo, em uma situação constrangedora, que o manto sagrado era falso. Desde então, surgiram dúvidas sobre a confiabilidade da técnica de datação utilizada (isótopo de carbono 14). Em 1997, um arqueólogo suíço que pesquisou o tecido durante 16 anos, realizou uma série de testes que, segundo ele, comprovaram sua autenticidade.

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