Pesquisas apontam derrota de Sharon em referendo

Com previsões de derrota nas urnas, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, qualificou o referendo a ser realizado no domingo pelo Likud sobre sua proposta unilateral de retirada da Faixa de Gaza como um voto de confiança. Sharon não chegou a dizer que renunciará ao cargo de primeiro-ministro se sua proposta for rejeitada, mas alertou que a rejeição do partido a seu plano talvez afaste o Likud do poder.Ele caracterizou seus oponentes dentro do próprio partido como extremistas que empregaram "mentiras, linguajar obsceno e propaganda negativa" durante a campanha contra o plano. O primeiro-ministro fez as declarações depois da divulgação de pesquisas que identificaram uma mudança dramática na opinião dos mais de 190.000 eleitores do Likud, apenas três dias antes da votação.Durante as últimas semanas, os simpatizantes do plano de Sharon mantiveram uma liderança de muitos pontos porcentuais. Entretanto, três sondagens publicadas hoje indicavam clara vantagem dos opositores da proposta.O referendo representa a primeira vez em que parte do público é convidada a opinar sobre um assunto que dividiu a nação durante décadas: o Estado judeu deve ou não abdicar das terras árabes ocupadas em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias?Em seu plano, Sharon oferece a retirada unilateral de todos os soldados e dos cerca de 7.500 colonos judeus da Faixa de Gaza e saída de pequenos assentamentos na Cisjordânia. Os palestinos suspeitam que Sharon esteja abrindo mão de Gaza apenas para manter sob seu controle a maior parte da Cisjordânia. Em Israel, os críticos do primeiro-ministro o acusam de ter apresentado o plano para tentar desviar a atenção das acusações de corrupção que pesam contra ele.

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