Pesquisas apontam vitória de Cristina Kirchner no domingo

Primeira-dama tem votos suficientes para levar no 1º turno segundo oito das nove últimas pesquisas divulgadas

CÉSAR ILLIANO, REUTERS

26 de outubro de 2007 | 17h58

A primeira-dama da Argentina e candidata do governo para a sucessão presidencial, Cristina Fernández de Kirchner, deve vencer já no primeiro turno as eleições presidenciais marcadas para domingo, de acordo com pesquisas divulgadas pelos maiores jornais do país nesta sexta-feira, 26.   Veja Também Especial: as eleições argentinas Candidato argentino diz fazer 'contato' com ETs 'Kirchner é o anticristo', diz Menem Governo beneficia entidades e ganha apoio Cristina: 'Não sou Hillary nem Evita' Kirchner seduz interior empobrecido   Em oito das nove pesquisas publicadas pelo jornal Clarín, a senadora ficaria com algo entre 41,7 e 49,4% dos votos. Em segundo lugar aparece a candidata de centro-esquerda Elisa Carrió, com cerca de 20 pontos percentuais de diferença em relação à primeira-dama.   Apenas uma das enquetes divulgadas pelo diário indicou que haveria um segundo turno entre as duas candidatas.   Para levar as eleições no primeiro turno, a deve obter 45% dos votos ou mais 40% e uma diferença de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado.   Pesquisa do jornal La Nación, realizada pela empresa Poliarquia, revelou que a senadora, uma advogada de 54 anos, conta com 46,7% das intenções de voto, contra 21,85 para Carrió.   Em terceiro lugar, em todas as enquetes publicadas pelos jornais, aparece o economista e ex-ministro Roberto Lavagna.   A primeira-dama concluiu sua campanha na quinta-feira, 26, com um comício no bairro de La Matanza, no cinturão urbano da Província de Buenos Aires. Em seu discurso, citou as conquistas do governo de Néstor Kirchner, seu marido, e prometeu seguir avançando na luta pelo emprego, saúde e educação.   "No entanto, ainda há argentinos sem emprego e, por isso, neste dia 28, votaremos em nome desses sonhos", afirmou a senadora em seu último discurso.   Depois de um longo período de silêncio com a imprensa, a candidata governista concedeu nos últimos dias uma série de entrevistas, quando falou sobre vários assuntos, entre os quais as suspeitas de maquiagem das taxas de inflação e a obsessão dela em cuidar de sua imagem.   Analistas concordam que Cristina, como é chamada na Argentina, já influenciou de forma decisiva o governo de seu marido e que, portanto, não deve haver mudanças nos rumos do país.

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