AFP PHOTO / LEON NEAL
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Pesquisas mostram que saída da UE tem pequena vantagem na véspera do referendo

Levantamentos dos institutos Opinium e TNS mostram o 'Brexit' com 45% e 43% dos votos, respectivamente, contra 44% e 41% dos que preferem continuar no bloco; analistas dizem que indecisos decidirão votação

O Estado de S. Paulo

22 Junho 2016 | 17h20

LONDRES - As últimas pesquisas das empresas Opinium e TNS antes do referendo desta quinta-feira sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) preveem uma leve vantagem dos defensores do "Brexit" - junção das palavras "Britain" (britânico) e "Exit" (saída) -, como é conhecida o opção por deixar o bloco.

A saída da UE teria 45% dos votos contra 44% dos que preferem a opção de continuar na Europa, segundo a pesquisa da Opinium com base em 3.011 entrevistas, enquanto o "Brexit" obteria 43% e a permanência, 41%, segundo a TNS, que consultou 2.320 pessoas.

O primeiro estudo, elaborado entre segunda-feira e esta quarta, aponta que 9% dos possíveis eleitores ainda não decidiram o voto, enquanto a segunda, cujas consultas aconteceram entre quinta-feira passada e hoje, indica que 16% ainda estão indecisos ou não pretendem comparecer às urnas.

Apesar de a pesquisa da TNS apontar para uma vantagem do "Brexit", a diferença entre ambos campos se reduziu desde 14 de junho, quando uma pesquisa da mesma empresa indicava uma distância de sete pontos favorável à saída da UE (47% contra 40%).

No caso da pesquisa da Opinium, o "Brexit" avançou um ponto desde que no sábado passado a companhia previa um empate com 44% de votos para cada lado.

Adam Drummond, porta-voz da Opinium, afirmou que o resultado da consulta parece estar "apertado demais para prever um ganhador" e ressaltou que "tudo depende" da opção dos indecisos no último momento. 

"Apesar de nas campanhas de plebiscitos estarmos acostumados a ver movimentos em direção à manutenção do 'status quo' à medida que a votação se aproxima, isto ainda não se produziu em nossas pesquisas", declarou Drummond.

Em nome da TNS, Luke Taylor ressaltou que "uma parte considerável da população ainda se mostra indecisa ou diz que não irá votar, razão pela qual existe uma incerteza sobre o possível resultado do referendo".

"Nossa última pesquisa sugere que o lado que defende a saída está em uma posição mais forte que o da permanência, mas devemos ressaltar que no referendo sobre a independência da Escócia (setembro de 2014) e no do Québec em 1995 houve uma mudança de última hora rumo ao 'status quo", salientou.

Diversas pesquisas tinham previsto nos últimos dias uma vitória da permanência na União Europeia, particularmente depois do assassinato da deputada trabalhista pró-UE Jo Cox, que comoveu o Reino Unido na quinta-feira passada. / EFE e REUTERS

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