Las Vegas Metropolitan Police Department/Reuters
Las Vegas Metropolitan Police Department/Reuters

'Pessoa de interesse', namorada de atirador chega a Las Vegas

Marilou Danley é uma das poucas pessoas que poderia saber quais os motivos de Stephen Paddock, que deixou 59 mortos e mais de 500 feridos

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 20h49
Atualizado 04 Outubro 2017 | 04h20

LAS VEGAS - Marilou Danley, de 62 anos, chegou nos EUA no final da noite de terça-feira, 3, após ser convocada pela polícia americana. Ela era namorada de Stephen Paddock, o aposentado de 58 anos que agora é conhecido como o responsável pelo maior ataque a tiros da história moderna dos EUA. Danley é uma 'pessoa de interesse' para a investigação, que ainda não a acusou de crime algum.

O chefe da investigação em Las Vegas , Joseph Lombardo, disse que ainda não está claro se Marilou sabia dos planos de Paddock. Ela estava nas ilhas de Filipinas desde o dia 22, mais de uma semana antes do ataque. Oficiais do país informaram que Paddock transferiu, recentemente, mlhares de dólares para a ilha asiática.

Marilou chegou ao aeroporto de Los Angeles, vindo de Manila, nas Filipinas, nesta terça, e foi recebida pelas autoridades investigativas. 

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Autoridades locais haviam dito anteriormente que, nesse ponto da investigação, não havia a crença de que ela tivesse envolvimento na preparação da matança. O xerife foi perguntado sobre a informação dada pela rede de televisão NBC sobre uma transferência de US$ 100 mil feita por Paddock na semana passada para uma conta nas Filipinas, país onde Danley nasceu e onde está atualmente.

"Não vamos comentar por enquanto, mas atualizaremos essa informação em breve. A investigação não acabou com a morte de Paddock", afirmou.

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Segundo fontes da investigação, o casal começou a se relacionar recentemente e vivia em Mesquite, cidade a cerca de 130 quilômetros de Las Vegas e na mesma casa onde a polícia encontrou 19 armas de fogo. Paddock tinha outras 23 no quarto do Mandalay Bay, além de explosivos e munição.

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Lombardo, que classificou a situação como "preocupante", acrescentou que foram achadas outras sete armas de fogo em outra casa do atirador, em Rena, também no estado de Nevada. "Esta pessoa se radicalizou sem que tivéssemos conhecimento disso? Estamos tentando responder essa pergunta", reconheceu Lombardo.

O xerife confirmou que todas as vítimas do ataque a tiros foram identificadas, com a exceçâo de três pessoas, um trabalho com o qual o FBI está colaborando, focado na coleta e comprovação de documentos. / EFE

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