'Pessoas estão morrendo por falta de acesso a remédios'

O novo presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Peter Maurer, voltou ontem de sua primeira visita à Síria, onde negocia um maior acesso de entidades humanitárias ao país. A seguir, trechos da entrevista ao Estado.

Entrevista com

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2012 | 03h06

Qual foi a impressão do sr.

sobre a situação na Síria?

Fiquei chocado com a destruição. Há sinais de uma guerra urbana justamente em locais densamente povoados. O impacto na população civil, portanto, é grande. Também vi ampla violação de instituições sagradas, como igrejas e mesquitas.

Como está o acesso ao

atendimento médico?

Há uma violação da imunidade dos médicos. Há o risco de vermos a politização das instituições médicas e de hospitais. Temos uma longa lista de violações de instalações civis. Pessoas estão morrendo por falta de acesso a remédios.

O que o sr. pediu a Assad?

Que o acesso de grupos humanitários a algumas partes do país seja acelerado.

E o que ele disse?

O governo não nega mais a existência de uma crise, como fazia há alguns meses. Acho que entenderam que o país precisa de ajuda. / J.C.

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