REUTERS/Thar Byaw
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Petição pede que Nobel da Paz seja retirado de líder birmanesa por repressão a minoria

Segundo a ONU, mais de 164 mil muçulmanos rohingyas já fugiram de radicais budistas e militares em Mianmar

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 12h19

OSLO  - Mais de 360 mil pessoas em todo mundo assinaram uma petição para retirar o Prêmio Nobel da Paz da líder birmanesa Aung San Suu Ki por sua gestão na crise com os rohingyas, uma minoria étnica muçulmana que vive no país. Segundo a ONU, mais de 164 mil pessoas já fugiram da onda de violência no oeste do país, em meio a combates entre o Exércitos e rebeldes muçulmanos. O Comitê do Nobel diz que a retirada do prêmio é impossível. 

“Até agora, Aung San Suu Kyi, que dirige de facto o país, não fez nada para acabar com esse crime contra a humanidade”, diz a petição, feita por um internauta indonésio. 

Suu Kyi tem sido criticada no exterior por seu silêncio sobre o destino da minoria muçulmana, que tem arriscado a vida na travessia para Bangladesh fugindo dos militares birmaneses, em sua maioria budistas.  Ontem, a Nobel da Paz criticou um “iceberg de desinformação” sobre a crise. 

“Nem o testamento de Alfred Nobel nem os estatutos de sua fundação contemplam essa possibilidade”, disse o porta-voz do comitê do Nobel Olav Njølstad. “Só são avaliados os esforços de um ganhador até a atribuição do prêmio.”Suu Kyi recebeu o prêmio em 1991, quando cumpria prisão domiciliar determinada pela junta militar que governava o país. 

Há décadas os rohingyas, que formam menos de 10% da população de Mianmar sentem-se discriminados pela maioria budista. / AFP

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