Cliff Owen/Arquivo/AP
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Petraeus irá depor amanhã no Congresso dos EUA

Ex-diretor da CIA deverá ser questionado sobre possíveis falhas na inteligência durante os eventos em Benghazi

AE, Agência Estado

15 de novembro de 2012 | 15h05

WASHINGTON - O ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, pela inicial em inglês) dos Estados Unidos, o general David Petraeus, de 60 anos, deverá comparecer na sexta-feira aos comitês de inteligência da Câmara dos Representantes (deputados) e do Senado, mas não falará sobre o caso extraconjugal que teve com sua biógrafa Paula Broadwell, de 40 anos, e levou ao seu afastamento.

Petraeus deverá ser questionado pelos deputados e senadores sobre possíveis falhas na inteligência (espionagem) durante os eventos que ocorreram em 11 de setembro deste ano em Benghazi, no Leste da Líbia, quando uma multidão enfurecida invadiu e destruiu o Consulado dos EUA na cidade. Na ocasião, quatro norte-americanos foram mortos, entre eles o embaixador dos EUA na Líbia, Christopher Stevens, de 52 anos.

Um assessor do Congresso americano disse que os "assuntos pessoais" de Petraeus não estão na agenda. Ele primeiro dará depoimento ao comitê de inteligência na Câmara e duas horas depois irá ao comitê semelhante no Senado. As duas audiências serão fechadas à imprensa e ao público.

Na quarta-feira, o senador republicano John McCain disse que deseja saber porque os militares norte-americanos e agentes da CIA que estavam em Benghazi não responderam rapidamente quando a multidão começou a atacar o Consulado, no começo da noite de 11 de setembro. O ataque se prolongou por horas, com tiroteios entre militantes islamitas e guardas líbios do Consulado americano.

McCain também afirma que outro ponto controverso é o motivo da Casa Branca, inicialmente, ter dito que o ataque em Benghazi foi provocado pelo filme anti-islâmico "A Inocência dos Muçulmanos", feito nos EUA por um estelionatário egípcio-americano (atualmente detido por violar a condicional na Califórnia) e duas semanas depois ter mudado de opinião e afirmado que foi um ataque terrorista.

Com Dow Jones

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