Petraeus teme corte brusco nas tropas

General dos EUA aceitaria redução de apenas 4 mil soldados em janeiro

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2008 | 00h00

O principal comandante dos EUA em Bagdá, o general David Petraeus, quer manter um nível elevado de tropas no Iraque em 2008 para evitar derrotas em áreas que já houve ganhos, como na capital e na Província de Anbar, no oeste do país. Cauteloso, Petraeus poderia aceitar apenas a retirada em janeiro de cerca de 4 mil dos 160 mil soldados, segundo militares citados pelo New York Times que ajudaram o general a preparar seu aguardado relatório sobre a guerra, que será apresentado na semana que vem. A dois dias do testemunho de Petraeus no Congresso, é crescente a expectativa sobre suas conclusões, já que, segundo a própria Casa Branca, elas irão influenciar no encaminhamento do conflito iraquiano. O general preparou o relatório juntamente com o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker.Em uma carta escrita ontem para os soldados americanos servindo no Iraque, Petraeus reconheceu que o aumento de tropas, há oito meses, "não saiu como o esperado". Ele afirmou que a pacificação do país tem sido irregular, em alguns casos até decepcionante, mas disse estar confiante que o sacrifício dos militares era válido. "Vocês merecem uma descrição detalhada a respeito do que eu acredito que cumprimos e do que não cumprimos", disse.Em Bagdá, o Exército dos EUA informou que sete soldados americanos morreram na quinta-feira, incluindo quatro em Anbar - província que Bush visitou na semana passada e usou como exemplo dos avanços no combate à insurgência. "É um dos locais mais seguros do Iraque", disse o presidente na ocasião. Ainda ontem em Anbar, rebeldes explodiram duas pontes por onde passavam estradas que ligavam o Iraque à Arábia Saudita e à Jordânia. Com as últimas baixas, subiu para 3.760 o número de soldados americanos mortos no Iraque desde 2003. Entre os iraquianos, mais de 5 mil militares e 70 mil civis já morreram no mesmo período.

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