Petroleiro japonês explode no Golfo Pérsico

Uma explosão danificou um petroleiro japonês quando a embarcação deixava o Golfo Pérsico hoje, pouco depois da meia-noite (horário local). Embora a causa seja desconhecida, a empresa de transporte japonesa Mitsui O.S.K. Lines, proprietária do M. Star, afirmou que o navio pode ter sido atacado. Se a informação estiver correta, trata-se de um raro atentado contra um petroleiro no Golfo ou no Estreito de Ormuz, local por onde passam cerca de 40% do petróleo transportado pelo mar em todo o mundo.

AE-AP, Agência Estado

28 de julho de 2010 | 11h34

No passado, a Al-Qaeda realizou ataques contra infraestrutura petrolífera em terra nas proximidades da Arábia Saudita e um atentado suicida em 2002 contra um petroleiro francês na costa do Iêmen. A Mitsui O.S.K. Lines cogitou um "ataque de fora" enquanto a embarcação passava pelas águas do sultanato de Omã, na parte oeste do estreito, local congestionado entre Omã e o Irã, na boca do golfo. A explosão ocorreu na parte de trás da embarcação.

"Acreditamos que é muito provável que tenha sido um ataque", disse o porta-voz da empresa, Eiko Mizuno. "Não há nada que possa explodir naquela parte da embarcação." A explosão ocorreu na parte de trás do petroleiro, perto de uma área onde os botes salva-vidas são armazenados, e provocou cortes num tripulante que foi atingido por vidro quebrado. Uma das 31 pessoas a bordo informou ter visto um flash imediatamente antes do estouro, dando a entender que algo pode ter atingido o M. Star.

Yuki Shimoda, funcionário do Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo, afirmou que a pasta não suspeita de um ataque, mas que essa possibilidade não foi descartada. Carregado com 270 mil toneladas de petróleo, o petroleiro estava indo da ilha Das, nos Emirados Árabes Unidos, para o porto de Chiba, nas proximidades de Tóquio, informou o ministério, que declarou também que o navio é registrado nas Ilhas Marshall.

O Estreito de Ormuz é uma rota vital de navegação para petróleo bruto e outros bens que deixam o Golfo Pérsico e está distante das áreas onde piratas somalis geralmente atacam, embora contrabandistas operem na região entre o Irã e o enclave de Omã, do outro lado do estreito. O ministério japonês informou que nenhum de seus navios foi atacado por piratas na região. Autoridades de Omã não puderam ser contatadas para falar sobre o assunto. Representantes dos Emirados Árabes Unidos disseram não ter informações sobre o caso.

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