Petróleo estremece relações entre Rússia e Iraque

A tensão gerada entre a companhia petrolífera russa Lukoil e o Iraque, com relação à exploração de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, assumiu dimensão de questão de Estado e estremeceu as relações entre Moscou e Bagdá. O ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov, revelou ter enviado uma mensagem de tom "bastante duro" contra o governo de Saddam Hussein. Acrescentou ter pedido ao governo iraquiano que "reexamine a decisão e inicie tentativas de encontrar um caminho de saída reciprocamente aceitável, sem ferir os interesses da empresa russa". A questão entre a Lukoil e o Iraque figurou hoje nas primeiras páginas de todos os jornais russos, que referem-se a uma suposta "falta de palavra de Saddam Hussein". O embaixador do Iraque em Moscou, Abbas Khalaf, sustenta que o rompimento do contrato - em vigor desde 1997 - nada tem a ver com a posição russa na Organização das Nações Unidas - favorável ao envio de inspetores de armas a Bagdá -, mas com a negativa da Lukoil em iniciar os trabalhos preliminares de exploração do campo de Qurna Ocidental-2 antes da abolição das sanções internacionais. Qurna Ocidental representa 20% das reservas petrolíferas iraquianas.

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