Petróleo fecha queda após aumento de estoque

Os preços do petróleo fecharam em baixa, com os ganhos sendo revertidos em perdas após o relatório semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano mostrar um aumento de estoque acima do esperado.

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2014 | 18h41

Os contratos para dezembro negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam a US$ 80,52 por barril, em queda US$ 1,97 (2,38%). É o menor fechamento desde 28 de junho de 2012. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para dezembro perdeu US$ 1,51 (1,75%), para US$ 84,71 por barril, terceiro menor nível no ano. Ambos contratos de referência caíram cerca de 25% dos picos de preços atingidos em junho.

Mais cedo, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano informou que os estoques de petróleo bruto nos EUA subiram 7,1 milhões de barris na semana encerrada em 17 de outubro, para 377,684 milhões de barris. Analistas previam que o aumento fosse de 2,5 milhões de barris. Os contratos para dezembro eram negociados a US$ 82,55 na Nymex pouco antes do relatório ser divulgado.

O DoE também informou que os estoques de gasolina caíram 1,3 milhão de barris na mesma semana e que os estoques de destilados aumentaram 1 milhão de barris. Os analistas esperavam uma queda de 1,7 milhão de barris e de 1,5 milhão de barris, respectivamente.

O petróleo tinha tomado fôlego nas últimas sessões e era negociado em alta no início do dia, diante de uma demanda por petróleo na China melhor do que a prevista.

Isso, junto com recentes dados econômicos positivos dos EUA, tinha aliviado preocupações sobre a demanda, disse Eugen Weinberg, chefe de pesquisa de commodities do Commerzbank. Ele aposta em um cenário otimista. "À medida que o inverno se aproxima no hemisfério norte, devemos ver o aumento sazonal habitual na demanda por petróleo", acrescentou.

A excesso mundial de estoques de petróleo e as preocupações sobre a demanda fraca contribuem para uma acentuada queda no petróleo desde o meio do ano. Fonte: Dow Jones Newswires.

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