Petróleo gera tensão separatista na Somália

Uma região semiautônoma da Somália cortou seus laços com o governo provisório do país,a apoiado pela ONU, dizendo que a administração tenta frustrar um acordo para exploração de petróleo na área. A administração regional de Puntland, que tem seu sistema judiciário próprio, diz que o primeiro-ministro Ali Mohamed Gedi é irresponsável e "constantemente viola acordos". "Puntland é um Estado regional autônomo, que tem o direito de se beneficiar de seus recursos, e continuará a explorar seu território", diz uma nota divulgada pela administração. Na semana passada, Gedi havia dito que apenas o governo de transição tinha poderes para vender direitos de exploração petrolífera e mineral. Autoridades de Puntland vinham negociando com uma empresa australiana que queria comprar os direitos minerais para a região.Acredita-se que a Somália tenha reservas de petróleo, mas a anarquia no país vem impedindo a exploração. A Somália não tem um governo de fato desde 1991, quando milícias particulares derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre e, em seguida, voltaram-se umas contra as outras. O governo provisório tenta fazer valer sua autoridade a partir de Baidoa, 220 km da capital Mogadiscio, considerada uma cidade muito perigosa. A despeito do apoio da ONU, as autoridades não têm conseguido se impor.

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