Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Petróleo venezuelano sofre forte queda e fecha a US$ 61,92 por barril

Commodity sofreu seu maior descenso e se aproxima, pela primeira vez em mais de cinco anos, da fronteira dos US$ 60 por barril; petróleo proporciona mais de 90% das divisas do país

O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2014 | 15h55

CARACAS - O preço médio do barril de petróleo venezuelano voltou a experimentar nesta semana uma nova queda e fechou cotado a US$ 61,92, abaixo dos US$ 68,08 da semana passada, informou nesta sexta-feira, 5, o Ministério do Petróleo e Mineração.

"Os preços dos barris continuaram com sua tendência de baixa afetados principalmente por uma ampla oferta de petróleo para abastecimento a curto prazo, assim como pela decisão do Banco Central Europeu de adiar as medidas de estímulo adicionais à economia da zona do euro", disse o ministério no relatório semanal divulgado em seu site.

A Venezuela começou a experimentar a tendência de queda em 12 de setembro, quando o barril foi cotado a US$ 90,19. Desde então, iniciou uma baixa contínua que, nesta semana, sofreu seu maior descenso e se aproxima, pela primeira vez em mais de cinco anos, da fronteira dos US$ 60 por barril. Um preço mais baixo que o atual não tinha sido registrado desde 5 de junho de 2009, quando fechou cotado a US$ 61,30.

A média do valor do barril de petróleo venezuelano neste ano se situa em US$ 91,17, abaixo dos US$ 98,08 de 2013 e longe dos US$ 103,42 de 2012.

O preço da cesta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), da qual a Venezuela é membro fundador, registrou também um forte descenso de US$ 6,05 nesta semana e passou de US$ 73,97 a US$ 67,41 o barril.

O barril do Brent também retrocedeu, ao terminar a semana em US$ 70,56 frente aos US$ 77,74 há sete dias, assim como do Texas nos Estados Unidos, que experimentou uma forte queda ao passar de US$ 74,75 a US$ 67,24.

A Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo, vende cerca de 2,5 milhões de barris diários, em sua maior parte aos Estados Unidos e China. O petróleo proporciona mais de 90% das divisas do país e a metade das receitas do orçamento nacional.

A queda contínua gerou a redução de, pelo menos, 35% dos ingressos em moeda estrangeira no país, cujo orçamento para o próximo ano é calculado com um barril de petróleo a US$ 60. / EFE 

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