Petrolíferas que operam nas Malvinas serão investigadas

O governo da Argentina decidiu nesta sábado levar adiante sua ofensiva legal contra as empresas estrangeiras que estão explorando petróleo próximo da costa das Ilhas Malvinas, dizendo que iniciou investigações que podem levar a sanções. As tensões entre o Reino Unido e a Argentina aumentaram em 2010 quando as empresas de petróleo listadas no Reino Unido iniciaram a perfuração para a extração estimados 8,3 bilhões de barris dia petróleo em águas que rondam as ilhas Malvinas, para os argentinos, Falklands para os ingleses.

PATRÍCIA BRAGA, Agência Estado

24 Março 2012 | 18h04

Na semana passada, a Argentina formalizou uma notificação nas bolsas de valores de Londres e Nova York de que iria prosseguir com as acusações administrativas, civis e criminais contra essas empresas. A Argentina acusou a Rockhopper Exploration, a Falkland Oil & Gas Ltd., a Borders & Southern Petroleum, a Desire Petroleum e a Argos Resources Ltd. de violarem as leis argentinas por estarem fazendo perfurações ilegais na águas próximas às Malvinas.

Em comunicado, o ministro do Exterior da Argentina disse que a Secretaria de Energia e a agência de impostos Afip vão iniciar um processo administrativo contra as empresas de petróleo. O ministro disse que a empresa estatal de energia Enarsa será a demandante do processo que a Argentina vai mover contra as empresas do Reino Unido. Ainda não está claro qual será o impacto deste tipo de medida legal sobre as empresas, porque nenhuma delas tem ativos na Argentina.

As ilhas Malvinas são controladas pelo Reino Unido desde 1830, quando o país conseguiu retirar o controle que a Argentina mantinha sobre a região. Mas a Argentina não deixou de proclamar seus direitos sobre as ilhas, localizadas no Atlântico sul, sob alegações de proximidade geográfica e o prazo em que elas estiveram sob o controle do país. Em abril de 1982, o governo militar da Argentina invadiu as ilhas Malvinas, mas suas forças foram expulsas pela Inglaterra meses depois em um conflito sangrento onde mais de mil pessoas morreram.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que não existe chance de negociação sobre a soberania das ilhas a menos que seus habitantes reivindiquem essa possibilidade. As informações são da Dow Jones.

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