PIB da AL desacelerará a 3%; Brasil +2% ou menos

Os países da América Latina e Caribe crescerá a uma taxa de 3% neste ano, mais em linha com as tendências globais, mas a desaceleração no crescimento do PIB não impediu que a taxa de crescimento da região permanecesse em 6,5% no ano passado, aproximando-se da mínima histórica e bem abaixo do seu pico de 11% registrada há uma década, destaca o relatório semestral do Banco Mundial sobre a região. A projeção do Banco Mundial aponta uma desaceleração liderada pelas duas maiores economias da região, com o crescimento econômico do Brasil estimado em 2% ou menos em 2012.

ANDRÉIA LAGO, Agência Estado

03 de outubro de 2012 | 16h49

Em 2010, o PIB da América Latina e Caribe cresceu a uma taxa de 6%, com desaceleração para 4% em 2011, informa a instituição.

De acordo com as estimativas do Banco Mundial, muitos países na região ainda poderão crescer acima da média regional, como Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Chile, República Dominicana, Equador, México, Uruguai e Venezuela. Segundo o relatório, as economias do Panamá e Peru continuam a ser os principais destaques de crescimento da região em 2012, com taxas de expansão econômica similares às da Ásia, de 8% e 6%, respectivamente.

"Fatores globais e internos estão por trás da desaceleração da região. Por um lado, a atividade econômica mais fraca em importantes polos de crescimento, como Europa e China, tem um impacto negativo sobre a demanda dos exportadores da América Latina e Caribe. Por outro, muitos países de renda média parecem ter crescido a plena capacidade em 2010 e 2011", diz o relatório, assinado pelo economista-chefe do Banco Mundial para a região, Augusto de la Torre. "Para avançar e sustentar níveis de crescimento mais elevados, os países da América Latina precisam enfrentar sua baixa produtividade", recomenda o economista.

Outro destaque do relatório é a transformação dos mercados de trabalho da região na última década. O documento aponta a criação de 35 milhões de postos de trabalho adicionais na América Latina e Caribe nos anos 2000. Além disso, a elevada informalidade na região caiu em sete de nove países onde isso pode ser medido de forma consistente no período.

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