PIB do Japão salta 1,1% no quarto trimestre

A economia do Japão cresceu mais rápido do que o esperado no quarto trimestre, estimulada por uma recuperação na demanda doméstica e pelos investimentos corporativos, o que entretanto pode mascarar a crescente pressão deflacionária e o risco de uma desaceleração em 2010.

TETSUSHI KAJIMOTO E RIE ISHIGURO, REUTERS

15 de fevereiro de 2010 | 09h52

O governo, que vem pressionando o Banco do Japão a ampliar sua resposta política à deflação, praticamente não sentiu conforto com a expansão de 1,1 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia mundial em relação ao trimestre anterior. A previsão obtida através de uma mediana em uma pesquisa da Reuters com analistas era de crescimento de 0,9 por cento.

Os mercados se concentraram na queda recorde anual de 3 por cento no deflator do PIB, encarando-a como um sinal de que a grande diferença entre oferta e demanda está afundando o Japão em deflação. Os futuros dos bônus do governo japonês atingiram uma máxima de duas semanas após os dados.

A demanda doméstica foi o ponto alto da economia entre outubro e dezembro, adicionando 0,6 ponto percentual ao crescimento do PIB, a primeira contribuição positiva em sete trimestres.

Segundo economistas, esse momento deve se apagar. Eles citam o impacto cada vez menor do estímulo anunciado pelo governo anterior e as incertezas sobre a rapidez com que os planos da nova administração vão ampliar o consumo.

O Banco do Japão revisa a política em uma reunião de dois dias que termina na quinta-feira, e a maior parte dos economistas não espera nenhuma mudança na política monetária. O banco central injetou mais dinheiro no sistema bancário em uma reunião de emergência em dezembro.

O crescimento do quarto trimestre foi o mais rápido desde uma alta de 1,3 por cento entre abril e junho de 2009 e é traduzido em uma alta anualizada de 4,6 por cento, contra previsão de 3,7 por cento.

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