Pichações ofensivas profanam memorial em Israel

Vândalos sujaram com tinta spray os muros do memorial Yad Vashem do Holocausto, em Jerusalém, com inscrições ofensivas em hebraico, como "Obrigado, Hitler", o que pode sugerir que extremistas religiosos judaicos estão por trás do ataque, disse o diretor do museu, que é dedicado à memória dos seis milhões de judeus europeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

AE, Agência Estado

11 de junho de 2012 | 20h23

Entre as frases ofensivas, foram escritas: "Obrigado, Hitler, pelo Holocausto"; "Judeus, acordem, o regime sionista maligno não nos protege" e "Se Hitler não tivesse existido, ele seria inventado pelos sionistas".

"Nós estamos chocados com essa expressão de ódio contra o Sionismo e os sionistas", disse Avner Shalev, diretor do memorial. "Esse ato sem precedentes cruzou uma linha de limite". Shalev sugeriu que judeus radicais ultraortodoxos podem ter sido responsáveis pela violência, ao notar que as frases foram escritas em "hebraico excelente" e uma delas trazia a assinatura "Mundo Judeu Ultraortodoxo". O porta-voz da polícia de Israel, Micky Rosenfeld, disse que o incidente está sob investigação.

Muitos judeus ultraortodoxos são contra o sionismo porque acreditam que um Estado judeu só deveria ser estabelecido quando o Messias voltar. Uma minoria entre os ultraortodoxos acredita na teoria da conspiração de que os fundadores de Israel estavam mancomunados com o ditador alemão Adolf Hitler para atingir o objetivo de fundar um Estado só para judeus.

Grupos de sobreviventes do Holocausto e dos campos de extermínio mostraram ultraje com as pichações.

As informações são da Associated Press.

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