Piloto de caça se recusa a atacar manifestantes na Líbia

Um piloto de jatos de combate líbio desobedeceu hoje às ordens de bombardear a cidade de Benghazi, onde há forte presença de opositores ao governo de Muamar Kadafi. Ele e o copiloto se ejetaram da aeronave, deixando que ela caísse, informou o site do jornal líbio Quryna.

AE, Agência Estado

23 de fevereiro de 2011 | 13h33

O Sukkhoi 22, de fabricação russa, caiu perto de Ajdabiya, 160 quilômetros a oeste de Benghazi, que foi dominada pelos opositores de Kadafi, segundo uma fonte militar citada pelo jornal. "O piloto Abdessalam Attiyah al-Abdali e o copiloto Ali Omar al-Gadhafi se ejetaram, usando seus paraquedas, após se recusarem a cumprir as ordens de bombardear a cidade".

Na segunda-feira, os pilotos de dois jatos líbios aterrissaram em Malta e desertaram, após terem recebido ordens para atacar manifestantes em Benghazi. Os dois homens disseram as militares malteses que eram graduados coronéis da Força Aérea e um deles pediu asilo. Cada um pilotava um Mirage F1. Malta é o país europeu mais próximo da Líbia, localizado a apenas 340 quilômetros ao norte.

Dois helicópteros Super Puma, de registro francês, também pousaram na ilha mediterrânea no mesmo período, com sete passageiros que disseram ser franceses que trabalhavam em plataforma de petróleo perto de Benghazi. Os helicópteros receberam permissão para aterrissar em Malta, mas não haviam recebido autorização para deixar a Líbia, o que mostra que fugiram do país, afirmaram fontes. As informações são da Dow Jones.

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