Tiksa Negeri / Reuters
Tiksa Negeri / Reuters

Pilotos do avião que caiu na Etiópia seguiram ‘várias vezes’ os procedimentos da Boeing

Segundo a ministra dos Transportes, apesar dos esforços, a equipe não conseguiu controlar a aeronave pois havia uma falha que não parava de ativar uma função que o colocava ‘para baixo’

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 06h56

ADIS ABEBA - Os pilotos do Boeing 737 Max 8 da Ethiopian Airlines que caiu em março, um acidente que matou 157 pessoas, seguiram "várias vezes" os procedimentos recomendados pela Boeing, mas não conseguiram recuperar o controle do avião, afirmou a ministra etíope dos Transportes.

"Os pilotos realizaram várias vezes todos os procedimentos indicados pela fabricante, mas não foram capazes de controlar o avião" pois havia uma falha que não parava de ativar uma função que o colocava "para baixo", disse Dagmawit Moges, ao apresentar os resultados da investigação preliminar sobre o acidente. "O sistema de controle de voo da aeronave deve passar por uma revisão."

Dagmawit afirmou que uma falha no software do sistema de controle de voo do Boeing 737 causou a queda do avião. "Uma falha repetida no software de controle automático de voo da aeronave fez com que o procedimento de parada fosse ativado, o que causou a queda da aeronave", detalhou a ministra.

Em uma entrevista coletiva, Dagmawit explicou que tanto o piloto quanto toda a tripulação receberam o treinamento apropriado e seguiram todos os procedimentos que constam no manual de operações da Boeing.

O governo etíope, com base nas principais conclusões da investigação preliminar, recomendou que a empresa americana verifique seu software e as demais tecnologias instaladas nesse tipo de aeronave.

Além disso, pediu às autoridades da segurança aérea que revisem cuidadosamente a tecnologia das aeronaves Boeing 737 Max 8, que estão paradas em todo o mundo em consequência da tragédia, antes que voltem a operar novamente.

A investigação das caixas-pretas do avião está sendo realizada na França. / AFP e EFE

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