Pilotos não sabiam que havia civis em Qaná, afirma relatório

Os pilotos da Força Aérea israelense quebombardearam um edifício da cidade libanesa de Qaná, causando a morte de 56 pessoas, em sua maioria crianças, achavam que não haviacivis no local, segundo um relatório divulgado hoje pelo próprio Exército de Israel. Aviões da Força Aérea israelense atacaram com dois mísseis o edifício na madrugada de domingo, provocando a queda da estrutura e deixando presa a maior parte de seus ocupantes. "O Exército israelense atuou de acordo com informações queapontavam que o edifício não estava habitado por civis e que tinha sido usado por terroristas como esconderijo", afirma o relatório. Caso houvesse informações sobre a presença de civis no edifício, acrescenta o documento, o ataque não teria acontecido. O relatório do Exército, apresentado pelo chefe do Estado-Maior,general Dan Halutz, afirma que "o edifício foi atacado seguindo as diretrizes militares sobre o emprego de fogo contra estruturas suspeitas em aldeias, onde os residentes tenham sido alertados, e junto a áreas de onde se disparam foguetes contra Israel". O general afirmou que lamenta a morte de civis, entre eles crianças, no incidente de Qaná. Mas alegou que "o Hezbollah põe civis libaneses como escudos entre os milicianos e as Forças Armadas deIsrael", ao contrário do Exército israelense, que "é ele próprio um escudo entre os cidadãos israelenses e o terrorismo do Hezbollah". O relatório acrescenta que as instruções para bombardear o edifício "se basearam no estudo das atuações dos terroristas, que utilizam estruturas civis nas aldeias para armazenar armamento eescondê-lo após o lançamento dos foguetes". As Forças Armadas israelenses informaram que desde o dia 12 de julho, quando começaram as hostilidades, cerca de 150 foguetes foramdisparados de Qaná. Os militares dizem que os moradores da aldeia libanesa foram alertados para que abandonassem a região antes dos bombardeios.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.