Piñera pede 2º turno, mas não evita divisão da direita chilena

Os jornais chilenos destacaram ontem uma previsão do presidente Sebastián Piñera, feita em tom de súplica a uma rádio local. "Vamos para o 2.º turno. Será uma oportunidade de debater melhor as propostas, colocar na mesa dois projetos distintos. Tem muita gente fazendo promessas de forma irresponsável", disse. O envolvimento de Piñera na campanha, da qual tem se mantido razoavelmente distante, é o último sintoma de uma divisão na direita chilena que tende a se refletir na perda da presidência e de espaço no Parlamento. O grupo que tenta evitar a volta da ex-presidente Michelle Bachelet, favorita segundo pesquisas, não se entende desde julho, quando Pablo Longueira, eleito nas primárias, renunciou, afirmando sofrer de depressão.

CENÁRIO: Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2013 | 02h03

A economista Evelyn Matthei, do Partido da União Democrática Independente, que compõe o governo, foi lançada como o nome da direita, mas nunca foi unanimidade. A insatisfação transformou-se em crise quando o senador Carlos Larraín, presidente da Renovação Nacional, partido de Piñera, disse que foi um erro escolher Matthei, que tentou amenizar o bate-boca. "Trabalharei sempre pela nossa união. Ele já disse o que queria dizer, mas não dou muita importância a isso."

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