HO/Chilean Presidency / AFP
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Piñera pede perdão e anuncia reformas para atender demandas de manifestantes

No discurso à nação, presidente chileno apresentou um pacote de medidas sociais que inclui um aumento de 20% na aposentadoria básica e o congelamento das tarifas de energia elétrica

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 23h10

SANTIAGO - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta terça-feira, 22, uma agenda social para promover reformas do sistema da previdência, da saúde, do salário mínimo e das tarifas de energia, uma medida que visa atender às demandas feitas pelos manifestantes nos protestos registrados no país nos últimos dias.

Piñera também pediu perdão pela situação econômica e política do país dos últimos anos, focando na volta da normalidade após ter decretado estado de emergência e toques de recolher em quase todas as regiões do território chileno. Ele pediu desculpas por sua falta de visão para antecipar a crise social que atinge seu governo e já deixou 15 mortos.

"Reconheço essa falta de visão e peço desculpas aos meus compatriotas", disse o presidente em uma mensagem ao país no Palácio de La Moneda, num momento em que os maiores protestos sociais em décadas não estão diminuindo de intensidade em todo o país.

No discurso à nação, Piñera apresentou um pacote de medidas sociais que inclui um aumento de 20% na aposentadoria básica, e o congelamento das tarifas de energia elétrica.

"Diante das necessidades legítimas e das demandas sociais dos cidadãos, recebemos com humildade e clareza a mensagem que os chilenos nos deram", disse o chefe de Estado em um pronunciamento que deu uma virada radical no tom de confronto com os manifestantes dos últimos dias e havia elevado o clima de tensão nas ruas do país.

As manifestações começaram devido ao aumento do preço da tarifa do metrô em Santiago, mas se converteram em um movimento maior que põe sobre a mesa outras demandas sociais.

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O Exército anunciou o toque de recolher pelo quarto dia seguido em Santiago, em meio a protestos que já deixaram 15 mortos, quatro deles por balas disparadas pelas forças de segurança. As outras vítimas morreram em meio a incêndios e saques, de acordo com a Promotoria. A lista inclui um cidadão peruano e um equatoriano.

Santiago e a maioria das 16 regiões do Chile estão em estado de emergência e 20 mil militares e policiais trabalham para conter os violentos protestos. / EFE e AFP 

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