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Piñera pede que Chile condene prisão 'brutal' de Ledezma

Ex-presidente chileno pede que o governo de seu país 'levante a voz' em defesa dos direitos humanos na Venezuela 

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 10h16


SANTIAGO - O ex-presidente chileno Sebastián Piñera repudiou nesta sexta-feira, 20, a "brutal" detenção na Venezuela do prefeito de Caracas e pediu ao governo da presidente Michelle Bachelet que "levante a voz" em defesa das liberdades e dos direitos humanos.

"A brutal detenção do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, deve ser repudiada com grande força no Chile por todos os democratas, incluindo governantes", escreveu Piñera em sua conta no Twitter.

Segundo ele, a "detenção, ilegal e abusiva, confirma múltiplos atentados às liberdades, democracia e direitos humanos por parte do governo do presidente (Nicolás) Maduro".

"Peço respeitosamente ao governo do Chile que levante sua voz em defesa das liberdades, democracia e direitos humanos na Venezuela", disse o político conservador chileno, que em janeiro visitou a Venezuela junto com os ex-presidentes Andrés Pastrana, da Colômbia, e Felipe Calderón, do México.

Antonio Ledezma, de 59 anos e prefeito de Caracas desde 2013, foi detido na noite de quinta-feira por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e acusado pelo governo de tentar um golpe para derrubar o regime bolivariano.

Há poucos dias, Ledezma assinou junto a outros opositores um documento pedindo um acordo para uma transição na Venezuela.

O presidente Maduro disse posteriormente que o prefeito de Caracas havia sido detido por ordem da promotoria e afirmou que "será processado pela justiça venezuelana para que responda por todos os crimes cometidos contra a paz, a segurança e a Constituição do país". /EFE

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