Pingentes em forma de cruz causam polêmica no Reino Unido

A utilização da cruz, símbolo cristão por excelência, como pingente gerou discussão no Reino Unido, e em mais um capítulo da polêmica, uma televisão resolveu permitir que suas apresentadoras usassem esse tipo de adorno.Depois que a companhia aérea British Airways obrigou uma funcionária a tirar, ou pelo esconder, a cruz que usava no pescoço porque violava suas regras de uniforme, a televisão BBC optou por deixar suas apresentadoras livres para exibir esse tipo de símbolo.O jornal Daily Express informa nesta quinta-feira, acrescentando que a revelação de que os diretores da emissora pública tinham discutido a possibilidade de proibir uma apresentadora de ir ao ar com uma pequena cruz no pescoço gerou vários protestos.No entanto, o diretor de jornalismo da emissora, Peter Horrocks, não proibirá a exibição desse tipo de símbolo "se forem discretos", segundo ele mesmo escreveu no site da BBC.Horrocks fez uma pesquisa sobre o assunto pela internet e a maioria dos espectadores se mostrou favorável a que os apresentadores possam exibir algum emblema religioso como parte de sua identidade cultural.O diretor explica no site da emissora que esse tipo de símbolo religioso é admissível se não perturbar a comunicação com a audiência como ocorreria, por exemplo, com um grande crucifixo ou um véu islâmico que cobrisse todo o rosto.No caso da apresentadora Fiona Bruce, de 42 anos, a cruz tem caráter mais decorativo do que religioso.Embora a BBC não tenha proibido o uso da cruz, Bruce deixou de exibi-la por causa da polêmica gerada.A BBC proíbe seus apresentadores de aparecerem com símbolos políticos, mas poderão exibir as papoulas vermelhas que em novembro lembram os mortos nas guerras mundiais.A funcionária da British Airways proibida de trabalhar usando uma cruz, Nadia Eweida, de 55 anos, é cristã devota, segundo o Daily Express.Quando Eweida se negou a tirar ou esconder a cruz que usava no pescoço, a empresa a ordenou que deixasse seu posto de trabalho.A British Airways se viu acusada de agir de forma diferente em cada situação, diz o jornal, já que permite que as muçulmanas cubram a cabeça e que os siques usem turbante.

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