Pinochet tenta sair da prisão domiciliar

O ex-ditador chileno Augusto Pinochet apelou hoje à Sala de Verão da Corte de Apelações para que o deixe em liberdade e revogue seu indiciamento pelo assassinato de 75 opositores, que o mantém há duas semanas em prisão domiciliar. Pablo Rodríguez, chefe da equipe jurídica de Pinochet, alegou que o julgamento de seu cliente é "arbitrário, ilegal e anticonstitucional". "Não há indícios de participação do general Pinochet nestes delitos. Analisei dez casos nos quais lhe atribuem participação, (mas) nenhum deles conduz lógica e naturalmente à conclusão de que ele teve participação como autor destes delitos", afirmou Rodríguez. O defensor também pediu que Pinochet seja dispensado do julgamento porque suas enfermidades o impedem de enfrentar um processo. O advogado de acusação Eduardo Contreras acusou Rodríguez de mentir à corte por ter dito que "o relatório médico afirmou de forma categórica que Pinochet não está em condições de prestar declarações. Isto é mentira", afirmou Contreras. Antes de tomar uma decisão, os juízes da Sala deverão ouvir os sete advogados de acusação e o representante do Conselho de Defesa do Estado, sendo por isso provável que a divulgação do parecer se arraste até quinta-feira.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2001 | 20h52

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.