Pior ataque do Hezbollah mata 15 em Israel

Quinze israelenses morreram e mais de 180 ficaram feridos em dois ataques do Hezbollah ao norte do país, no dia mais violento em Israel desde o começo do conflito com a guerrilha libanesa, no dia 12 de julho. No primeiro ataque, 12 reservistas do exército israelense morreram e mais de 20 ficaram feridos quando um foguete Katiusha atingiu um estacionamento na entrada da comunidade agrícola de Kfar Guiladi, na fronteira com o Líbano. Horas mais tarde, outra bateria de Katiushas atingiu um bairro residencial de Haifa, a terceira maior cidade do país, matando três civis e ferindo mais de 160 pessoas.Os ataques elevaram a 94 o número de israelenses mortos desde o começo do conflito com o Hezbollah, entre eles 36 civis e 58 soldados. Só neste domingo, o grupo xiita lançou mais de 200 foguetes contra Israel, seguindo a médias dos últimos dias. Em 26 dias, o Hezbollah lançou mais de 3.000 mísseis e foguetes em solo israelense.O primeiro ataque aconteceu por volta do meio-dia (horário local), depois de uma manhã de certa calmaria. Uma bateria de 80 Katiushas atingiu, em menos de 30 minutos, os arredores do kibutz (comunidade agrícola) Kfar Guiladi, na fronteira com o Líbano, matando imediatamente 10 soldados da reserva que descansavam no local. Outros dois morreram no hospital Rambam, em Haifa. Mais 16 reservistas ficaram feridos, alguns em estado grave. Segundo testemunhas, os soldados ignoraram as sirenes de alerta para possíveis ataques e não buscaram refúgio em abrigos antiaéreos próximos.O ataque destruiu vários carros e causou uma série de incêndios na região. Equipes de socorro médico tiveram dificuldade em resgatar feridos e os corpos dos soldados mortos, já que mais foguetes atingiram o local durante os trabalhos de salvamento. Um dos foguetes atingiu uma casa na cidade próxima de Kiryat Shmona, mas ela estava vazia. Katyushas também atingiram a cidade de Safed e o vilarejo de Maalot. Sirenes também foram ouvidas nos arredores de Hadera, a 75km da fronteira. O segundo ataque aconteceu em Haifa por volta das 20 horas (horário local) e matou três civis que estavam num prédio atingido diretamente por um foguete do Hezbollah. O edifício desabou e pegou fogo. Cinco pessoas foram retiradas com vida debaixo dos escombros e outras 160 ficaram feridas. Equipes de primeiros socorros chegaram em poucos minutos, mas encontraram dificuldades nos trabalhos de resgate por causa da multidão que se formou nos arredores do local atingido. No prédio que desabou fica num bairro onde moram judeus, muçulmanos e cristãos. Haifa é considerada a cidade israelense onde a convivência entre as três religiões - principalmente entre muçulmanos e judeus - é a mais pacífica do país. Ao todo, 29 Katiushas atingiram a cidade somente neste domingo. "O que vemos em Haifa explica a essência da batalha de Israel contra o Hezbollah, que continua a se esconder por atrás de civis libaneses", disse David Baker, porta-voz do primeiro-ministro Ehud Olmert. "Israel está determinado a acabar com o terrorismo do Hezbollah", completou. O general Amos Yadlin, chefe da inteligência do exército israelense, afirmou neste domingo que mais de 400 guerrilheiros do Hezbollah foram mortos por Israel desde o começo das hostilidades. Três horas depois do ataque em Haifa, o Exército de Israel garantiu ter destruído o lançador dos mísseis, que estaria localizado em Qana, cidade libanesa onde um bombardeio israelense na semana passada deixou 29 civis mortos.Durante todo o dia, Israel manteve seus bombardeios no Líbano, matando pelo menos 14 libaneses, entre eles cinco de uma mesma família soterrados pelos escombros quando sua casa foi atingida por um míssil de Israel.

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