Piora saúde dos palestinos, diz OMS

A situação de saúde está se deteriorando nos territórios palestinos ocupados, principalmente por causa do fechamento da fronteira israelense e das restrições impostas pelos toques de recolher, afirmou hoje a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gro Harlem Brundtland. "A situação das pessoas nos territórios ocupados palestinos está piorando como resultado da escalada do conflito", disse a chefe da agência da ONU. Segundo ela, as restrições impostas pelos israelenses impedem o acesso das pessoas aos hospitais.Em maio, a Assembléia Mundial da Saúde aprovou uma resolução expressando a profunda preocupação com os efeitos na saúde dos palestinos da manutenção do conflito com Israel e ordenou que Brundtland visitasse a região. Mas na introdução do relatório divulgado hoje, a diretora-geral da OMS afirma que não lhe foi dada "a oportunidade" de visitar os territórios e que ela realizou o estudo com base em dados coletados do pessoal da OMS regional, outras agências da ONU e grupos de ajuda.De acordo com uma porta-voz da OMS, o documento é um relatório interino e Brundtland continua trabalhando para conseguir uma autorização de Israel para visitar os territórios. Segundo o documento, a situação nutricional dos palestinos piorou muito nos últimos meses, levando a metade das mulheres e das crianças a sofrer de anemia. A OMS destacou também que dois terços dos 3,2 milhões de habitantes dos territórios palestinos vivem com menos de US$ 2 por dia.

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