Supreme Council of Antiquities/Reuters
Supreme Council of Antiquities/Reuters

Pirâmide egípcia Zoser é reaberta após 14 anos de obras de restauração

Reforma de monumento, que tem 4,7 mil anos, custou cerca de R$ 30 milhões

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2020 | 18h29

SAQQARA, EGITO - As autoridades do Egito reabriram nesta quinta-feira, 5, a pirâmide escalonada de Zoser, após 14 anos de obras de restauração que foram interrompidas pela revolução de 2011 e apesar da incerteza que o novo coronavírus representa para o turismo.

O primeiro-ministro Mustafa Madbouli disse à Agência Efe que este é "um momento bom e adequado", apesar do surgimento do coronavírus, dos quais dois casos foram relatados no Egito até agora.

"Queríamos abri-la e apresentá-la ao mundo para mostrar que fomos capazes de restaurá-la e reabilitá-la, e que ela pode receber qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo", disse Madbouli sobre a pirâmide de 4,7 mil anos.

O premiê também disse que "o Egito está adotando as mesmas medidas restritivas para tratar e tentar impedir a disseminação do coronavírus como os outros países".

Madbouli afirmou que o evento desta quinta-feira faz parte da campanha das autoridades, que nos últimos meses reabriram e apresentaram ao público vários sítios e monumentos arqueológicos, na tentativa de atrair cada vez mais turistas.

A pirâmide de Zoser nunca havia sido totalmente restaurada até o início das obras em 2006, mas o processo de reabilitação foi suspenso em 2011 pela revolta popular que abalou o Egito e só foram retomadas em 2015.

O longo processo, que custou 104 milhões de libras egípcias (cerca de R$ 30 milhões), incluiu a restauração do exterior do monumento, seus corredores internos, as escadas para os acessos sul e leste, e o sarcófago de pedra do faraó.

Agora, os visitantes poderão entrar no monumento de 63 metros de altura, construído pelo arquiteto Imhotep sobre uma cavidade de 28 metros de profundidade e formado pela superposição de seis mastabas. /EFE

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