Pirata diz que chineses pagaram US$ 4 mi por cargueiro

Piratas somalis receberam US$ 4 milhões de resgate para liberar um navio de carga chinês com 25 tripulantes, que ficou retido por quase dois meses. "Nós recebemos o dinheiro, verificamos, contamos e dividimos entre o grupo", disse o autoproclamado pirata, que se identificou como Ahmed Afweyne.

AE-AP, Agencia Estado

28 de dezembro de 2009 | 13h47

A Força Naval da União Europeia informou que o cargueiro De Xin Hai foi liberado nas proximidades de Hobyo, Somália, ontem. O navio e a tripulação estão em boas condições, segundo a força. A agência estatal chinesa de notícias Xinhua informou que o navio e a tripulação estão agora sob a proteção da frota naval chinesa após o resgate, mas não forneceu detalhes sobre o resgate.

O De Xin Hai foi a primeira embarcação chinesa a ser sequestrada desde que a China enviou um esquadrão de três navios para o Golfo de Áden no ano passado, integrando as patrulhas antipirataria compostas por Grã-Bretanha, Índia, Irã, Estados Unidos, França e outros países.

O De Xin Hai, pertencente à Qingdao Ocean Shipping Co., Ltd., levava cerca de 76 mil toneladas de carvão da África do Sul para a Índia quanto foi capturado no dia 19 de outubro a cerca de 1.100 quilômetros da costa da Somália. Os ataques piratas na região duplicaram em 2009 na comparação com o ano anterior, apesar da formação, em dezembro de 2008, da Força Naval da União Europeia, a primeira força internacional criada especificamente para conter os piratas somalis.

Piratas somalis receberam mais de US$ 100 milhões em resgate nos últimos dois anos. Com a liberação da embarcação chinesa, os piratas somalis ainda mantêm oito navios e 213 tripulantes, segundo a Forças Naval da União Europeia.

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