Pirata somali é condenado a 33 anos de prisão nos EUA

Um pirata somali que sequestrou e torturou o capitão de um navio da marinha mercante dos Estados Unidos, em 2009, foi condenado hoje a uma sentença superior a 33 anos de prisão. A juíza distrital Loretta A. Preska se sentiu nauseada quando leu trechos escritos de cartas do capitão Richard Phillips, nas quais ele descreveu como foi espancado pelo pirata Abdiwali Abdiqadir Muse.

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 19h33

Outro marinheiro que estava no navio Maersk Alabama quando ele foi sequestrado pelos piratas somalis, Collin Wright, compareceu ao tribunal e deu depoimento. "O que aconteceu conosco foi terrível. Eu não sou mais a mesma pessoa que era e nunca mais serei", afirmou Wright, num tribunal em Manhattan.

O Maersk Alabama foi abordado por piratas somalis quando transportava ajuda humanitária para o empobrecido país do leste africano, a uma distância de 450 quilômetros da costa somali. Muse, que comandava os piratas, espancou brutalmente Phillips. Cinco dias após o sequestro, fuzileiros navais americanos invadiram o Maersk Alabama de surpresa, mataram três piratas, libertaram os oficiais e marinheiros e conduziram os seis piratas sobreviventes para julgamento nos EUA. Muse chefiava os piratas. Outros cinco já foram julgados nos EUA e receberam sentenças mais curtas de prisão.

Muse se declarou culpado por sequestro, tomada de reféns e ataque armado. Ele pediu desculpas às vítimas e alegou que era um homem desesperado, uma pequena peça na engrenagem da pirataria da Somália, que fatura milhões de dólares por ano. A juíza Preska sentenciou Muse à pena máxima, de 33 anos e 9 meses de prisão. Ela lembrou que os promotores descreveram os piratas somalis como sádicos, experientes e conscientes dos atos violentos que praticavam, inclusive brincando de "roleta-russa" com os reféns. As informações são da Associated Press.

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