Piratas da Somália libertam petroleiro grego após resgate

Valor pago não foi informado; em uma semana, cinco navios foram seqüestrados no Oceano Índico

Efe

22 de novembro de 2008 | 11h13

Um petroleiro de propriedade de uma companhia grega e com bandeira liberiana foi libertado por piratas somalis após o recebimento de um resgate de valor não determinado, informou neste sábado, 22, à Agência Efe Andrew Mwangura, diretor do Programa de Assistência aos Marinheiros (PAM), com sede no porto queniano de Mombaça.   Veja também: Pirata da Somália se diz herói e detalha operações no Índico Piratas somalis arrecadam US$ 150 mi em 1 ano Mapa de todos os ataques reportados O navio, que foi libertado na sexta-feira, tinha sido seqüestrado em 27 de setembro com os 19 tripulantes quando fazia a rota da Romênia aos Emirados Árabes Unidos, disse Mwangura. Em uma semana, os piratas seqüestraram outros quatro navios, dos quais um foi libertado até agora, um cargueiro com bandeira de Hong Kong. As embarcações que ainda estão em poder dos piratas são um outro cargueiro de Hong Kong, chamado Delight, o superpetroleiro saudita "Sirius Star" e um pesqueiro tailandês. Mwangura, que citou "fontes locais somalis", disse, por outro lado, que começaram a ser estabelecidas comunicações com o cargueiro "Delight", seqüestrado em 18 de novembro. O Comitê de Resposta de Emergência do Irã - destino do cargueiro -, a companhia Shipping Lines e o "Delight" foram informadas pelos piratas que os 25 tripulantes do navio se encontram "em boas condições", acrescentou Mwangura. O cargueiro está ancorado ao sul do litoral da localidade de Eyl, na região de Puntlândia, no nordeste da Somália, cerca de 500 quilômetros ao norte de Mogadíscio, a capital do país.Os piratas também sofreram um golpe esta semana, pois uma fragata indiana afundou um de seus navios e a Marinha britânica pôs à disposição das autoridades do Quênia no porto de Mombaça oito criminosos, capturados no Índico após a morte de outros dois.

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