Piratas mantêm 96 tripulantes reféns no sul da Somália

Empresa sul-coreana confirma que pagou resgate pela libertação dos 22 funcionários libertados na quinta-feira

Agências internacionais,

17 de outubro de 2008 | 09h14

Piratas seqüestraram oito barcos de pesca, com um total de 96 tripulantes, no Estado nigeriano de Bayelsa, no sul da Somália, divulgou um jornal local. O diário ThisDay atribuiu a informação a Margaret Orakwusi, presidente da Associação de Proprietários de Traineiras Nigerianos.   Segundo ela, os seqüestros ocorreram na região de Sambrayo. "Nós esperamos que os 96 tripulantes sejam encontrados com vida e saúde e retornem para suas famílias em segurança", disse Margaret. A entidade já notificou as autoridades marítimas. O Escritório Marítimo Internacional apontou a África como um foco de pirataria. Houve um grande aumento nesse tipo de ataque no segundo semestre de 2008, mais comum em águas somalis e nigerianas.   O órgão internacional registrou 114 ataques de piratas em todo o mundo nos primeiros seis meses de 2008, um pouco abaixo dos 126 registrados no mesmo período do ano passado. Porém desde junho essa modalidade de crime aumentou bastante, apontou a entidade.   Enquanto isso, a Índia anunciou que está enviando navios de guerra para a problemática região do Golfo de Áden em uma patrulha antipirataria, e as Filipinas pediram ontem que donos de navios estrangeiros utilizem apenas rotas seguras patrulhadas pelos Estados Unidos e outras nações. Até agora, 29 embarcações foram seqüestradas por piratas este ano no Chifre da África, incluindo um navio ucraniano carregado com armas, para cuja libertação os piratas exigem o pagamento de um resgate de US$ 8 milhões.   O seqüestro desse navio, que carregava tanques e outras armas pesadas, aumentou as preocupações sobre o caos na região do Golfo de Áden, que é uma importante rota marítima. A situação levou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a enviar navios de guerra para ajudar embarcações da marinha norte-americana a patrulhar a região. O último navio seqüestrado foi um cargueiro do Panamá com 21 tripulantes.   Resgate   Uma empresa marítima da Coréia do Sul pagou resgate a piratas da Somália pela libertação de um navio cargueiro e dos 22 tripulantes que retidos pelos piratas há mais de um mês, informou nesta sexta um representante da empresa sob a condição de anonimato. Os tripulantes - oito sul-coreanos e 14 birmaneses - foram libertados ontem junto com o navio Bright Ruby, seqüestrado na costa da Somália em 10 de setembro.   "Os marinheiros foram soltos após o pagamento do resgate", disse à Associated Press o funcionário da J&J Trust, proprietária do navio, sem revelar o valor do resgate, que foi pago em dinheiro. Uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul, que também falou sob a condição de anonimato, confirmou o pagamento.   O navio libertado seguia para um porto do Sri Lanka e planejava retornar para a Coréia do Sul e para Mianmar no fim deste mês, segundo a empresa marítima e o governo sul-coreano. O seqüestro levou o governo da Coréia do Sul a considerar o despacho de embarcações navais para áreas em torno da Somália a fim de conter possíveis seqüestros de navios sul-coreanos.

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