Piratas pedem US$ 1,5 milhão para libertar capitão americano

Richard Phillips chegou a tentar fugir a nado, mas foi recapturado pelos sequestradores logo em seguida

Efe

10 de abril de 2009 | 12h59

Os piratas que sequestraram o capitão americano Richard Phillips em um bote salva-vidas em frente às costas da Somália reivindicam US$ 1,5 milhão para libertá-lo e ameaçam matá-lo se tentarem uma ação militar de resgate.

 

O porta-voz dos piratas, Qorane Yool, disse por telefone, do pequeno porto de Elhur, na região de Puntlandia, ao norte da Somália, que são "capazes de defender" seus companheiros e que "qualquer ação militar levará à morte do capitão" do cargueiro de bandeira americana "Maersk Alabama".

 

Yool confirmou que Phillips "tentou escapar, mas não conseguiu fazê-lo", o que coincide com informações divulgadas por meios de imprensa dos EUA, que assinalaram que o capitão se jogou na água, mas que a tripulação do destróier americano Brainbridge, que está nas imediações, não pôde reagir a tempo para resgatá-lo.

 

Apesar da segurança de Yool entre os piratas do litoral de Puntlandia, que nos últimos anos se transformaram no maior perigo para a navegação comercial internacional, existe nervosismo pelo aumento de unidades da Armada dos Estados Unidos na área com todo tipo de meios militares.

 

O destróier americano Brainbridge, uma das unidades da frota internacional que vigia a região para tentar evitar ações de pirataria, com uma tripulação de meia centena de oficiais e cerca de 500 marinheiros, se encontra nas imediações e vigia o bote salva-vidas onde estão as piratas e seu refém.

 

O Maersk Alabama, com o resto de tripulantes, que estão a salvo, se dirige para o porto de Mombaça, de onde aparentemente serão repatriados aos Estados Unidos.

 

Também se deslocaram para a região uma equipe de especialistas na negociação com sequestradores e o resgate de reféns do FBI (Polícia federal americana).

 

O chefe do Comando Central Conjunto dos EUA, general David Petraeus, disse nesta sexta que a Marinha de seu país aumentaria sua presença na zona do Chifre da África até sábado.

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